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18/04/2007 - 08h04

Economistas estão céticos com economia do Brasil, diz 'The Wall Street Journal'

Os economistas estão cada vez mais céticos sobre a capacidade de o Brasil atacar os problemas estruturais que impedem o país de acelerar seu crescimento econômico, segundo afirma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo diário americano The Wall Street Journal.

"A economia brasileira, que cresceu a uma taxa de 3,7% em 2006, de acordo com o cálculo revisto do governo, vem ficando há tempos atrás dos demais países da América Latina, e ainda mais de outros mercados emergentes, como a China e a Índia", diz a reportagem.

O jornal observa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu políticas para impulsionar o crescimento ao tomar posse em seu segundo mandato, em janeiro, mas foi até aqui "prejudicado por atrasos em montar sua equipe e por uma debilitante greve dos controladores de tráfego aéreo".

Segundo a reportagem, "isso o impediu de se concentrar nas reformas previdenciária, trabalhista e tributária que os investidores aguardavam".

O jornal cita o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado no início do ano, mas afirma que "mesmo as suas modestas propostas para acelerar o crescimento" estão sendo prejudicadas por motivos políticos.

Compra do ABN

O jornal britânico Financial Times traz reportagem na qual comenta que o possível comprador das operações brasileiras do banco holandês ABN Amro "ganhará uma importante base em um dos mercados bancários maiores, mais rentáveis e de crescimento mais acelerado da América Latina".

"Estabilidade econômica, taxas de juros em queda e a perspectiva de que o ainda pequeno mercado de financiamento imobiliário possa estar prestes a decolar aumentam a atração dos bancos brasileiros para os investidores", diz o jornal.

A reportagem observa que, com 6,6% do mercado local de crédito, o ABN Amro Real é o maior banco estrangeiro em operação no Brasil. O ABN Amro entrou no mercado brasileiro ao comprar o Banco Real, há nove anos.

O ABN Amro Real é o quinto maior banco do Brasil, ou o terceiro do setor privado, e possui 1.091 agências, relata o Financial Times.

Segundo o jornal, os funcionários do banco preferem que ele seja comprado pelo britânico Barclays, por temer que outros concorrentes, como o espanhol Santander, poderiam optar por fechar agências.

Violência no Rio

A violência urbana no Rio de Janeiro volta nesta quarta-feira a ser tema de reportagem do diário argentino La Nación, que relata a disputa entre narcotraficantes que deixou 21 mortos no dia anterior.

"Menos de um dia depois de o governador do Rio de Janeiro reiterar seu quase desesperado pedido de ajuda às Forças Armadas em seu combate contra o crime e de receber uma negativa, ao menos 21 pessoas morreram ontem como resultado de tiroteios ocorridos de madrugada no centro da cidade", diz a reportagem.

O jornal observa que "como detalhe escabroso, um cemitério do bairro teve que fechar depois que alguns dos enfrentados se refugiaram ali e revidaram os tiros depois de descobertos, expulsando as pessoas que esperavam os funerais previstos para ontem".

Segundo a reportagem, ao meio-dia a região central do morro da Mineira, na região central, tinha se transformado "praticamente em um cenário de guerra".

"Imagens televisivas mostravam homens e mulheres correndo com bebês nos braços, franco-atiradores nos tetos da favela, policiais disparando em plena rua, carros caoticamente estacionados sobre as calçadas e um helicóptero sobrevoando a região", relata o jornal.

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