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19/04/2007 - 12h09

Entenda as eleições na França

BBC Brasil
Entenda melhor a eleição na França e os interesses em jogo.



Quando será a votação?
Eleitores vão às urnas para o primeiro turno no domingo, 22 de abril. Se, como geralmente ocorre, nenhum candidato conseguir 50% ou mais dos votos, a eleição vai para o segundo turno, disputado pelos candidatos que conseguirem maior número de votos. O segundo turno deve ocorrer no dia 6 de maio.

Qual a importância dessas eleições?
A França dá poder real ao seu presidente, diferentemente de muitos outros países, onde o primeiro-ministro é a figura mais importante. Longe de ser um governante sem autoridade, o líder francês escolhe o primeiro-ministro, pode dar perdão a criminosos condenados e dissolver o Parlamento. O presidente também é o comandante-em-chefe das Forças Armadas, que possuem um grande arsenal nuclear.

Quem tem chances de vitória?
Nicolas Sarkozy (chamado de Sarko pela imprensa) é o candidato nomeado oficialmente pelo UMP, o partido dominante e conservador da coalizão de governo. Ségolène Royal (chamada de Séggo) foi escolhida pela oposição socialista. François Bayrou, do partido de centro-direita UDF, também é apontado como um forte concorrente. Jean-Marie Le Pen, líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, chegou ao segundo turno das eleições em 2002, um resultado considerado surpreendente, e também está concorrendo em 2007.

Há algum outro concorrente mais conhecido?
Outros candidatos, que ficaram abaixo destes quatro primeiros nas pesquisas de opinião, incluem Olivier Besancenot, Marie-George Buffet e Arlette Laguiller - todos de esquerda. O conservador Philippe de Villiers, o produtor rural e líder antiglobalização José Bové, e Dominique Voynet, do Partido Verde.

Há algum azarão?
Doze candidatos se qualificaram para a corrida presidencial. Cada um precisava de assinaturas de pelo menos 500 autoridades eleitas para participar da disputa. O atual presidente, Jacques Chirac, não está concorrendo. François Bayrou tem ganhado terreno de Sarkozy e Ségolène Royal em pesquisas de opinião e pode até chegar ao segundo turno.

De que forma a corrida eleitoral de 2007 é diferente?
Pela primeira vez um dos candidatos favoritos é uma mulher. A candidatura de Ségolène Royal iniciou um debate a respeito do lugar da mulher em um país tradicionalmente dominado por homens. Nicolas Sarkozy, 52 anos, seria o presidente mais jovem desde Valery Giscard d'Estaing, que venceu em 1974 aos 48 anos - Jacques Chirac e François Miterrand já tinham mais de 60 anos quando foram eleitos.

Quais são as principais regras de campanha?
Candidatos seguem um código severo para manter a igualdade nos tempos disponíveis para propaganda de rádio e televisão. Cada um tem 45 minutos de propaganda. Podem usar três tipos de clipes: um minuto, dois minutos e meio e cinco minutos e meio. A partir de 20 de abril nenhuma pesquisa de opinião poderá ser divulgada, e o mesmo está determinado para os dois dias que antecedem o segundo turno, no dia 6 de maio.

Cada candidato tem um limite de gastos com a campanha, de 16,16 milhões de euros (cerca de R$ 44,45 milhões) no primeiro turno. O limite para cada um dos dois candidatos no segundo turno é de 21,5 milhões de euros (cerca de R$ 59,14 milhões).

Quais são as principais questões nacionais?
Desemprego de 10%, apatia política, intranqüilidade entre minorias étnicas desfavorecidas e divisões na esquerda francesa, entre outros temas.

Quais são as questões pessoais destacadas na campanha?
A candidatura de Ségolène Royal foi marcada por questões a respeito de sua qualificação para a presidência, pois ela nunca ocupou nenhum dos ministérios mais importantes do governo. Erros relativos à política externa danificaram sua credibilidade. A experiência política de Nicolas Sarkozy não é colocada em dúvida, mas ele foi acusado de ter uma vantagem injusta, pois continuou no Ministério do Interior - um cargo influente - antes das eleições. Ele já deixou o cargo.

Frases mais importantes:
"Juntos, tudo é possível", disse Sarkozy em sua página oficial de campanha. "Uma França mais justa será uma França mais forte", afirma Ségolène em sua página. François Bayrou contempla "uma França de todas as nossas forças". Jean-Marie Le Pen vê "uma vitória da França e do futuro dos franceses". "Queremos uma França brilhante", diz Philippe de Villiers. "Nossas vidas valem mais que os lucros deles", afirma Olivier Besancenot. "A França nunca foi tão desigual", diz José Bové.

Podemos esquecer a política francesa depois do dia 6 de maio? Não exatamente. Uma eleição Parlamentar deve ocorrer nos dias 10 e 17 de junho. Um candidato deve conseguir a maioria absoluta em sua região para vencer no primeiro turno. De outra forma, se conseguir pelo menos 12,5% na votação do primeiro turno, passa para o segundo turno, onde a maioria simples é necessária para vencer. O Parlamento é dominado pelo UMP atualmente. País elege presidente e, pela primeira vez, mulher tem chances de vencer a disputa

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