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22/04/2007 - 16h42

Incidente em Marselha marca dia de eleição calmo

Paulo Cabral
De Marselha
As entradas de 22 dos 462 postos de votação da cidade de Marselha, no sul da França, estavam bloqueadas na manhã da domingo com cola - ou em alguns poucos casos, pregos - colocados nas fechaduras.

Foi um dos poucos incidentes registrados num dia de votação com grande participação de eleitoral mas bem calmo em toda da França.

Em quatro das escolas bloqueada em Marselha os bombeiros tiveram de ser chamados para arrombar as portas reforçadas com metal. Com duas horas de atraso, por volta de 10h (hora local, 5h em Brasília) todas as estações de votação estavam abertas.

"Esperamos que este não manche a regularidade da votação", disse a prefeitura de Marselha em um comunicado oficial.

'Comandos organizados'
O prefeito de Marselha, Jean Claude Gaudin, disse à imprensa local que ação foi realizada por "comandos bem organizados", mas não deu nenhuma indicação de suspeitas sobre quem poderiam ser os responsáveis.

Como em quase toda a França a participação eleitoral na cidade de Marselha é bem alta com filas durante o dia em diversas seções eleitorais.

A campanha foi muito movimentada na cidade com o candidato da direita Nicolas Sarkozy fazendo um grande esforço para ganhar os votos que em 2002 foram para o principal líder da extrema direita francesa, Jean Marie Le Pen.

Nas últimas eleições presidências - quando Le Pen surpreendeu ao passar para o segundo turno - o político de 79 anos ficou em primeiro lugar em Marselha, em seu melhor desempenho entre as grandes cidades.

Imigração
O líder do Partido da Frente Nacional tem uma plataforma de governo nacionalista e antiimigração que acabou encontrando grande ressonância entre muitos eleitores desta cidade portuária e um dos principais pontos de chegada de imigrantes do norte da África.

A eleitora Daniele Voron, que diz sempre votar na "extrema esquerda", acredita que a boa votação que a direita consegue em Marselha tem a ver com "problemas de segurança".

"As pessoas têm medo da violência e acham que a direita tem posições mais duras em relação a este tema", diz.
Ela pretendia votar na candidata comunista Marie George-Buffet, mas duas horas antes do fechamento das urnas enfrentava um problema: seu nome não estava na lista da seção eleitoral dela.

"Isso é muito estranho porque foi nesta mesma seção que eu votei no referendo (sobre a constituição européia) em 2005 e não mudei de endereço depois disso. Espero que seja só um erro e não uma fraude", diz.

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