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23/04/2007 - 08h32

Crise nos EUA reduz remessas à América Latina, diz jornal

A desaceleração do mercado imobiliário nos Estados Unidos está provocando efeitos colaterais nos países da América Latina, com a redução dos envios de dinheiro de imigrantes para seus países de origem, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo 'The Wall Street Journal'.

De acordo com a reportagem, isso ocorre porque "a construção de casas é a principal atividade dos imigrantes que entram no mercado de trabalho dos Estados Unidos".

"Esses imigrantes contribuem com a maior parte dos estimados US$ 50 bilhões em dinheiro enviados anualmente dos Estados Unidos para familiares e outros nos países ao sul da fronteira. Essa onda de dinheiro parece estar rareando", diz o texto.

Segundo o jornal, um estudo feito por um banco de investimentos de Connecticut em 15 países latino-americanos mostrou, em 12 deles, uma correlação de até 90% entre a saúde do mercado imobiliário americano e o volume de remessas registradas pelos Bancos Centrais desses países.

No México, o país que mais recebe remessas de dinheiro dos Estados Unidos, elas vêm caindo mês a mês desde seu pico máximo de US$ 2,6 bilhões em maio de 2006 - em fevereiro deste ano, as remessas somaram US$ 1,7 bilhão.

No caso do Brasil, segundo o jornal, as remessas dos Estados Unidos foram de US$ 330 milhões em fevereiro deste ano, em comparação a US$ 446 milhões em fevereiro de 2006.

Outros jornais

O diário 'El País', da Espanha, traz reportagem nesta segunda-feira comentando as viagens que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz nesta semana à Argentina e ao Chile, dizendo que seu objetivo é se aproximar dos presidentes desses países, Néstor Kirchner e Michelle Bachelet, para compensar um suposto "desencanto com seus amigos Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia".

"Lula sofreu duas desilusões com quem até agora eram seus dois melhores amigos no Cone Sul. Com Chávez, por suas críticas aos biocombustíveis como energia alternativa defendidos por Lula e, com Morales, pelas ameaças de não pagar à petroleira estatal brasileira Petrobras uma indenização pela nacionalização das refinarias que comprou na Bolívia no começo da década de 1970", observa o jornal.

Segundo a reportagem, a idéia do encontro com Kirchner foi uma iniciativa de Lula "ao comprovar que o presidente argentino estava estreitando seus laços com Chávez".

A viagem ao Chile, por sua vez, será "sua primeira viagem oficial àquele país", relata o diário.

"Os analistas interpretam a viagem de Lula ao Chile e à Argentina como uma tentativa de liberar-se de um certo acosso por parte dos presidentes da Venezuela e da Bolívia, que, em sua opinião, querem arrastar o líder brasileiro para suas políticas de cunho populista, algo de que Lula está tentando fugir cada vez mais, ainda que ao mesmo tempo saiba jogar com a carta que mais lhe convém", conclui a reportagem.

Parlamento do Mercosul

Reportagem do diário argentino 'Clarín' relata a inauguração oficial do Parlamento do Mercosul, no próximo dia 7 de maio, em Montevidéu, no Uruguai, "à imagem e à semelhança da União Européia".

Segundo o jornal, o lançamento do Parlamento "se cozinhou a fogo lento, com avanços e retrocessos", e quase teve de ser novamente atrasado por conta de disputas políticas internas no Brasil.

A reportagem relata as discussões na base de apoio político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a repartição das cadeiras a que o país terá direito no novo Parlamento.

"Essa disputa interna - que somente se resolveu quando cada aliado de Lula conseguiu um assento - esteve a ponto de atrasar novamente o lançamento", diz o texto.

Cada país do bloco terá direito a 18 deputados no novo Parlamento. A partir de 2010, eles serão eleitos especialmente para a Casa.

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