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02/05/2007 - 14h37

Ségolène investe em rejeição a Sarkozy para virar eleição

Daniela Fernandes
De Paris
A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais na França, a campanha da candidata socialista Ségolène Royal aposta todas as suas fichas na rejeição a Nicolas Sarkozy, do governista UMP, para conquistar os votos de indecisos, sobretudo centristas, e tentar reverter a vantagem do rival.

Sarkozy vem liderando as pesquisas de intenções de voto no segundo turno com uma vantagem de quatro a sete pontos percentuais sobre Royal.

No entanto, ela é mais beneficiada pela rejeição a Sarkozy do que o contrário.

Segundo a pesquisa do jornal Le Monde, divulgada nesta terça-feira, 56% dos eleitores de Ségolène Royal afirmam que votarão na candidata porque rejeitam Sarkozy.

Ou seja, Royal totaliza mais votos de protestos contra Sarkozy do que os de eleitores que apóiam suas idéias.

Entre os eleitores dele, o índice de rejeição à adversária é bem menor: 36%.

Ainda há cerca de 13% a 19% de eleitores indecisos - e eles podem mudar o jogo.

"Mudanças"
No debate de idéias e propostas, sondagens de opinião mostram que Sarkozy tem vantagem.

De acordo com a pesquisa do Le Monde, Sarkozy é considerado pela maioria dos eleitores mais convincente em temas que dominam o debate eleitoral como segurança, imigração, política econômica e emprego.

Sarkozy aparece também na pesquisa como o candidato que implementaria rapidamente reformas no país. Para 63% dos entrevistados, a eleição de Sarkozy é sinônimo de "mudanças" na França.

O programa da socialista tem maior preferência dos eleitores nas áreas de meio-ambiente, educação, seguro-saúde e moradia.

"Tudo, exceto Sarkozy"
A estratégia da esquerda e de sua candidata socialista é de reforçar os ataques pessoais ao candidato conservador, com o slogan "Tudo, exceto Sarkozy".

"Sua proposta de criar um ministério da imigração e da identidade nacional, a teoria de que a pedofilia seria genética e a maneira como sua campanha se brutalizou feriu uma parte do eleitorado centrista", disse Ségolène ao Le Monde.

Para José do Nascimento, da direção do partido UMP, de Sarkozy, os ataques pessoais contra o candidato ocorrem porque "a esquerda não tem argumentos contra o programa de governo de Sarkozy, considerado o melhor por inúmeros economistas".

"A esquerda tenta mentir aos franceses, dizendo que Sarkozy causa medo e que ele é uma ameaça à democracia. Mas Sarkozy foi ministro durante anos e nunca mostrou que era um perigo para a democracia", disse Nascimento à BBC Brasil.

O próximo round dessa disputa ocorrerá na noite desta quarta-feira durante o esperado debate na TV.

A tarefa de Sarkozy, apontam os jornais franceses, será a de evitar atitudes que possam ser consideradas "brutais" contra Ségolène.

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