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03/05/2007 - 07h59

Violência pode perturbar visita do papa, diz editorial do 'La Nación'

da BBC
A visita do Papa Bento 16 ao Brasil, que começa no próximo dia 9, pode ser "perturbada" pela violência que atinge o país, alerta editorial do jornal argentino "La Nación" nesta quinta-feira.

Junto com os Jogos Panamericanos, que se realizarão em julho no Rio de Janeiro, a visita de Bento 16 colocará o Brasil no centro das atenções mundiais, indica o editorial.

"O Pontífice permanecerá cinco dias entre São Paulo e Aparecida, o santuário dedicado à Virgem de mesmo nome, padroeira do Brasil."

O La Nación destaca as manifestações por mais segurança pública em São Paulo, Rio, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Sergipe, e diz que "não supreende que o governador do Rio tenha reiteradamente pedido às autoridades federais ajuda militar para conter a violência".

"É complexo pensar no uso massivo da força militar em meio à população civil", afirma o texto. "A resposta passa, talvez, por poder contar com forças de deslocamento rápido, cuja natureza seja intermediária entre a que caracterizou tradicionalmente os militares e a que até agora definiu a ação das forças policiais."

Outros destaques

Entre outros destaques da imprensa mundial, o jornal The New York Times registra que autoridades de aviação americanas atribuíram parte da culpa pelo acidente envolvendo o vôo 1907 da Gol, que matou 154 pessoas em setembro de 2006, a problemas de equipamento.

O Comitê Nacional de Segurança de Transportes (NTSB, sigla em inglês) concluiu que o sistema de alerta de colisões da aeronave não estava funcionando corretamente, mas os computadores não foram capazes de notificar os pilotos dessa falha.

As conclusões do comitê americano foram divulgadas apenas na forma de sugestões e recomendações. Formalmente, as investigações militares, judiciais e policiais estão sendo feitas no Brasil.

Mudança de campo

Uma matéria do diário econômico espanhol Gaceta de los Negócios afirma, em tom de brincadeira, que "os biocombustíveis mudaram de lado; agora são os agentes do imperialismo".

O diário conta como o programa brasileiro de desenvolvimento de álcool combustível, tradicionalmente apontado como "modelo de produção ecológica", se tornou "em todo o contrário" depois que os Estados Unidos expressaram seu interesse em desenvolver uma parceria com o Brasil nesse campo.

Agora, diz o jornal, os biocombustíveis são apontados por um lado como "uma maneira de agredir o regime chavista"; por outro, como agentes que vão "provocar a fome no mundo".

A Gaceta atribui a polêmica em torno do etanol às críticas advindas do líder cubano, Fidel Castro, e de aliados na América Latina.

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