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16/05/2007 - 12h10

Campanha com 'fumantes fisgados' causa polêmica no Reino Unido

BBC Brasil
Uma polêmica propaganda anti-fumo do governo britânico que mostrava fumantes sendo fisgados com anzóis pela boca foi considerada inadequada pela agência controladora da publicidade no país.

AS PROPAGANDAS POLÊMICAS
Divulgação/BBC
Cartaz feminino, com a mensagem:
"um fumante médio precisa de mais
de 5.000 cigarros por ano".
Divulgação/BBC
Cartaz masculino exibe o mesmo texto
Os outdoors, comerciais de TV e anúncios impressos tinham como objetivo enfatizar os perigos de ser "capturado" e ficar dependente dos cigarros. A campanha provocou 774 reclamações do público à Advertising Standards Authority (ASA).

A agência disse que os outdoors poderiam "assustar e perturbar as crianças".

As propagandas anti-fumo provocaram o maior número de reclamações recebidas pela ASA desde junho de 2005 por causa de uma campanha da KFC que mostrava pessoas cantando com suas bocas cheias.

O Departamento de Saúde, responsável pela campanha, disse que ela tinha sido "altamente efetiva".

Proibição do fumo
Os anúncios apareceram inicialmente no final do ano passado em uma tentativa de chocar os fumantes e levá-los a abandonar o hábito em preparação para a proibição do fumo em locais públicos a ser implementada na Grã-Bretanha.

Mas a campanha, de cinco semanas de duração, gerou polêmica e reclamações de pessoas que consideraram as imagens ofensivas, amedrontadoras e perturbadoras, particularmente às crianças.

A Advertising Standards Authority disse que os outdoors mostravam faces de fumantes dependentes que pareciam "perturbados e com dores".

A agência considerou que, apesar de os outdoors não terem sido colocados próximos a escolas, eles ainda assim poderiam ser facilmente vistos por crianças.

A ASA argumentou que eles "não tinham foco e mostravam realisticamente a perfuração da bochecha por um anzol" e "provavelmente amedrontariam e perturbariam as crianças".

Comerciais de TV
A agência também considerou que os comerciais de TV desrespeitaram as regras de publicidade ao serem veiculados quando crianças mais velhas estariam assistindo.

Porém as reclamações sobre as propagandas na internet, em revistas e em jornais não foram consideradas pertinentes pela ASA.

O Departamento de Saúde disse que mais de 820 mil pessoas entraram em contato com o serviço de ajuda para quem quer largar o cigarro desde o lançamento da campanha.

Segundo um porta-voz do departamento, a campanha foi desenvolvida com profissionais de saúde e fumantes e não tinha como objetivo provocar perturbações.

Aquela propaganda gerou 1.671 reclamações.

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