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16/05/2007 - 14h51

General revê riscos e desiste de enviar príncipe Harry ao Iraque

O príncipe Harry não será mais enviado ao Iraque, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira pelo chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Richard Dannatt.

"Após uma visita ao Iraque na semana passada, descobri um número de ameaças relacionadas diretamente ao príncipe Harry e àqueles em sua volta, e eu não estou preparado para exportar estes riscos", afirmou o general Dannatt, em nota à imprensa.

"Eu sei que o príncipe Harry ficará extremamente decepcionado e que seus soldados vão sentir sua falta no Iraque." "Um dos fatores mais importantes na minha decisão foi o conhecimento e a discussão sobre o envio do príncipe na imprensa."

Dannatt disse que alguns riscos da participação de Harry no Iraque não foram divulgados. Ele também elogiou o príncipe por se mostrar um oficial de "determinação e talento indiscutível". "E eu não digo isso por nada", acrescentou.

"Decepção"
Harry havia manifestado anteriormente sua vontade de participar das ações de seu regimento, conhecido como Blues and Royals, no Iraque.

O príncipe confirmou ter ficado "muito decepcionado" com a decisão, mas disse que não deixará o Exército, segundo nota oficial da família real britânica.

O especialista em assuntos de segurança da BBC, Paul Adams, afirma que o Ministério da Defesa levou em consideração a notícia de que insurgentes iraquianos planejavam ataques contra o príncipe.

Segundo essas informações, eles pretendiam matar ou seqüestrar Harry. A foto do príncipe teria circulado entre diversos grupos rebeldes.

"Contragosto"
A decisão anunciada nesta terça-feira demonstra uma mudança radical de posição do Ministério da Defesa, que havia anunciado no mês passado a ida de Harry ao Iraque em uma missão de reconhecimento.

Em entrevista à BBC, o coronel Bob Stewart, ex-comandante do Exército Britânico, disse que a decisão foi tomada contra a vontade dos oficiais.

"O chefe do Estado Maior das Forças Armadas tomou essa decisão com extremo contragosto. Eu sei disso, ele é um amigo próximo, e eu sei exatamente como ele está se sentindo", disse Stewart.

Harry teria sido o primeiro integrante da família real britânica a participar de uma guerra desde que seu tio, o príncipe Andrew, serviu como piloto de helicóptero no conflito das Malvinas, em 1982.

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