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30/05/2007 - 08h49

Custos agrícolas disparam no Brasil apesar de real forte, diz jornal

Uma matéria publicada no diário The Wall Street Journal afirma que os custos de produção agrícola no Brasil dispararam nos últimos meses, mesmo com o dólar baixo amenizando a alta das matérias-primas.

Segundo o jornal financeiro, elevação na demanda de fertilizantes nos EUA, Índia e China fez os preços dispararem no mercado internacional. O Brasil é importador dessas matérias-primas, cotadas em dólar.

"Justo quando o poder de compra dos produtores brasileiros sobe junto com a moeda local, os custos das colheitas quase dobram", escreve o correspondente em São Paulo.

Citando dados do Ministério da Agricultura, o repórter afirma que algumas substâncias chegaram a subir 92% desde abril do ano passado. Enquanto isso, no mesmo período, o dólar caiu apenas 6%.

Ao mesmo tempo, a alta da moeda nacional encareceu os custos de transporte, afetando ainda mais a saúde financeira das fazendas.

Em um momento em que áreas de colheita nos EUA são convertidas para a fabricação de biocombustíveis, um analista citado na matéria afirma que a alta dos custos pode comprometer as expectativas por maior produção agrícola para compensar a menor oferta no mercado.

Europa

O problema da menor oferta de alimentos também pode afetar a Europa, sugere uma matéria do The New York Times. De acordo com o jornal, áreas tradicionalmente destinadas à produção agrícola em diversos países europeus já estão sendo convertidas para a produção de biocombustível.

A fim de incentivar o maior uso dessas fontes de energia dita limpas, a Itália, por exemplo, garante aos produtores um preço mínimo de grãos para biocombustíveis equivalente ao dobro do preço de outros grãos, diz o texto.

Além disso, a União Européia permite que plantações de matérias-primas para biocombustíveis sejam realizadas em áreas proibidas para fim alimentício, aponta o jornal.

Mencionada no texto, a comissária européia de Agricultura reconhece que deve haver aumento nos preços das matérias-primas de alimentos, mas crê que os produtos, nas gôndolas dos supermercados, custarão o mesmo para o consumidor.

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