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01/06/2007 - 08h23

Lula defende 'revolução' dos biocombustíveis em jornal britânico

"Biocombustíveis oferecem esperança para países pobres que buscam aliar crescimento econômico a inclusão social e proteção ambiental", diz artigo assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado na edição desta sexta-feira do jornal britânico The Guardian.

Lula diz no artigo, intitulado "As Maravilhas da Cana-de-Açúcar", que "o mundo vai se beneficiar das conseqüências mais amplas" dessa estratégia: "menos inquietação social e menos imigração descontrolada".

Mas o presidente brasileiro ressalta que essa "revolução só vai ocorrer se os países ricos concordarem em abrir seus mercados agrícolas a empresários empreendedores de países em desenvolvimento".

Os países ricos também foram mencionados por Lula quando ele fala de mudanças climáticas, assunto que deve dominar a reunião ampliada do G8 (o grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) na Alemanha, na próxima semana, que contará com a presença do presidente brasileiro.

"Países em desenvolvimento não podem experar ser tratados da mesma forma que os países ricos, que atualmente produzem 65% dessas emissões (de gases que produzem o efeito estufa)."

Lula afirma que o Brasil não vai fugir de suas responsabilidades em relação ao aquecimento acelerado do planeta. "Nossa matriz energética é 45% renovável, contra uma média mundial de 14%", disse o artigo destacando o papel do etanol nessa conquista.

"Nós reduzimos as emissões há mais de 30 anos ao substituir combustíveis fósseis por etanol da cana-de-açúcar. Isto levou a uma redução drástica no comsumo de petróleo e na poluição resultante da queima de combustíveis fósseis."

Lula aproveita o artigo para "destruir alguns mitos" sobre o etanol.

"Etanol não ameaça o meio ambiente", diz ele, afirmando que a cana não prejudica a floresta tropical porque a planta não se desenvolve bem no solo amazônico.

Segundo o presidente, a cana até ajuda a restaurar pastagens em outros lugares do país, onde é retomada a produção de alimentos.

"As pessoas não passam fome por falta de produção de alimentos. Os estoques alimentares globais são mais do que suficientes para alimentar toda a humanidade. É a falta de renda que impede um bilhão de homens e mulheres de se alimentarem adequadamente, não as plantações de cana-de-açúcar."

Corrupção

As autoridades brasileiras estão ficando mais eficientes na detecção de corrupção, diz a edição desta semana da revista The Economist intitulado "Desenterrando a Sujeira".

Segundo a reportagem, "a maior celebridade no Brasil nestes dias nao é um craque de futebol ou uma heroína de telenovela, mas a polícia federal".

"Em uma série de operações espetaculares com nomes melodramáticos (como Operação Navalha), a polícia recentemente pegou juizes recebendo suborno para manter casas de jogo em operação, congressistas arranjando a compra de ambulâncias a preços superfaturados e uma loja contrabandeando artigos de luxo."

Agora uma investigação "custou o emprego do ministro das Minas e Energia, implicou dezenas de legisladores, constrangeu vários governadores de Estados e agora ameaça Renan Calheiros, o presidente do Senado, um importante aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva".

A revista lamenta, contudo, que "os tribunais não estão acompanhando o vigor da polícia".

"Ninguém foi acusado de vender ambulâncias superfaturadas ou pagar suborno a congressistas foi condenado."

"Escândalos levaram a uma onda de prisões temporárias - mais de 4 mil em operações da Polícia Federal desde 2003. Depois disso, suspeitos podem contar com o judiciário sobrecarregado e ineficiente do Brasil para mantê-los fora da prisão", diz o artigo.

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