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05/06/2007 - 07h05

Lula elogia PF, mas diz acreditar na inocência do irmão

Pablo Uchoa
de Nova Déli
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira, na Índia, que não acredita que seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, esteja envolvido na máfia dos caça-níqueis.

Lula, no entanto, elogiou a investigação da Polícia Federal, que, na segunda-feira, deflagrou a Operação Xeque-Mate, para investigar pessoas acusadas de envolvimento em crimes como contrabando de peças para máquinas caça-níqueis, corrupção e tráfico de drogas.

"É um dos melhores irmãos que eu tenho. Uma pessoa que cuida dos problemas de todo mundo que tem problema", disse Lula.
"Não acredito que ele tenha envolvimento com qualquer coisa, não acredito mesmo. Agora, como Presidente da República, se a Polícia Federal tinha uma autorização judicial e o nome dele aparecia, paciência", afirmou.

"Todos nós estaremos submetidos às investigações que sejam feitas para apurar qualquer delito cometido no Brasil. É preciso fazer a distinção correta e esperar que sejam feitas as investigações. Vamos aguardar".

Cumprindo um mandado de busca e apreensão, a PF apreendeu na segunda-feira arquivos de computador na casa de Vavá, em São Bernardo do Campo.

O irmão mais velho do presidente foi incluído nas investigações depois que uma escuta telefônica revelou que ele manteve contato com um dos envolvidos na máfia dos caça-níqueis.

Lula soube esta manhã que o irmão estava sendo investigado e disse que ainda não havia conversado com ele.

"Eu sei poucos detalhes, é recente. As pessoas ainda não foram investigadas, ouvidas. Não estou sabendo de muita coisa."

"Se a pessoa fala pelo telefone, se há uma escuta pra te investigar, e se depois pagam outra pessoa conversando com você, ora, todos estarão suspeitos até que se prove o contrário. Essa e a lógica", disse Lula.

Trabalho extraordinário

Ainda para o presidente, "quem foi culpado terá de ser punido".
Lula qualificou o trabalho da PF de "extraordinário", mas repetiu diversas vezes que acredita na inocência do irmão.

"O que peço é que a polícia tenha serenidade nas investigações para que a gente não condene inocentes e não venha a absolver culpados."

Lula voltou a defender a regulamentação da atividade dos bingos, sem a qual, "vai continuar uma parte legal e outra parte vai ser continuar suspeita de lavagem de dinheiro.

"É preciso definir se proíbe ou não proíbe. Eu, pessoalmente, sou contra", defendeu o presidente.

Lula disse não acreditar que a investigação de seu irmão piore o clima com a oposição porque "a polícia está se mostrando eficaz e não escolhe partido".

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