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02/07/2007 - 08h22

Cristina Kirchner é confirmada como candidata à presidência

Marcia Carmo

De Buenos Aires
O governo do presidente argentino, Néstor Kirchner, confirmou, neste domingo, a candidatura da primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner às eleições presidenciais de 28 de outubro.

O anúncio foi feito pelo chefe de gabinete da Presidência, Alberto Fernández.

Em sua edição de domingo, o jornal Clarín já antecipava que Cristina lançará sua campanha oficialmente no dia 19 de julho, com um comício em La Plata, capital da província de Buenos Aires.

Segundo diferentes pesquisas de opinião, se as eleições fossem hoje, Cristina venceria no primeiro turno.

Em dois levantamentos, o presidente aparece na frente de todos os presidenciáveis, com mais de 50% das intenções de voto, com a mulher em segundo, com cerca de 46%.

O instituto Analogías coloca o presidente com 55% dos votos e a senadora com 46,2%.

Uma outra sondagem, realizada pelo instituto OPSM, estima que Kirchner teria hoje 54,2% da votação e a primeira-dama, 46,5% dos votos.

Na Argentina, a legislação eleitoral determina que para vencer no primeiro turno, o candidato deve ter 46% dos votos ou 40% dos votos e 10% a mais que o segundo colocado. Neste contexto, Cristina seria eleita presidente no caso de o marido não concorrer.

Estes números, de acordo com assessores do governo e analistas políticos, levaram o presidente a decidir pela candidatura dela e não dele.

Há especulações de que o presidente estaria doente, e de que a derrota do candidato de Kirchner para prefeito de Buenos Aires teria precipitado a opção pela primeira-dama.

Oposição

A menos de quatro meses do pleito, a oposição está dividida e perderia, em qualquer situação. Segundo as sondagens, os candidatos Elisa Carrió, Roberto Lavagna, Ricardo Lopez Murphy e Carlos Menem não somam juntos 30% das intenções de voto.

A decisão de lançar a candidatura de Cristina foi antecipada após a vitória, na semana passada, do presidente do Boca Juniors, Mauricio Macri, para prefeito de Buenos Aires.

Macri é ferrenho opositor a Kirchner e derrotou o candidato oficial, o ministro da Educação, Daniel Filmus, levando o governo a mudar sua estratégia e dando a largada à campanha.

Se vencer, Cristina será a primeira presidente eleita da Argentina, já que Maria Estela Martinez de Perón, "Isabelita" (1974-1976), assumiu depois da morte do marido, Juan Domingo Perón.

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