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11/07/2007 - 18h52

Gêmeas separadas no parto se reúnem aos 14 anos

Duas irmãs gêmeas separadas no parto se encontraram pela primeira vez, aos 14 anos de idade, embora as duas vivessem na cidade de Milagro, no Equador.

Marielisa Isabel e Andrea Martha foram separadas no dia em que nasceram, 24 de novembro de 1992.
A mãe, Petita Peñaherrera de Freire, diz que nunca soube da existência de Marielisa até vê-la por acaso em um restaurante.

Na ocasião, a menina estava jantando com os pais de criação - Roberto Vicente Romo Caicedo e a esposa, Isabel García Macías - justamente os médicos da clínica onde as gêmeas nasceram.

"Ficamos espantados, ficamos mudos de ver uma menina muito parecida com Andreíta. A minha esposa teve um choque nervoso", disse o pai das meninas, Augusto Freire Burgos.

Segundo ele, a médica também "ficou muito nervosa" e saiu correndo do lugar quando os viu.

Irmãs reunidas
Após o reencontro de Marielisa com os pais biológicos, amigas das meninas organizaram uma reunião das irmãs. "Nos abraçamos de emoção e choramos", contaram.

"Eu me sinto feliz porque descobri que tenho outra irmã gêmea. Quero compartilhar tudo com ela e que ela esteja perto de mim. Este é o meu maior desejo", disse Andrea.

Mas isso pode não ser tão fácil já que as duas famílias estão agora envolvidas em uma disputa judicial.

De acordo com o jornal equatoriano El Comercio, os Burgos dizem que nunca souberam que Petita, que tinha 16 anos quando deu a luz, estava grávida de gêmeas. Eles dizem que a equipe da maternidade apenas entregou Andrea à mãe.

Já o casal de médicos que criou Marielisa diz que ela foi "abandonada" pelos pais. De acordo com a sua versão, a bebê teve "complicações" de saúde ao nascer e a mãe disse que não podia arcar com as despesas do tratamento.

"Uma das meninas nasceu em perfeito estado de saúde. A outra nasceu com um quadro cianótico (problema de pele) extremamente severo", afirmou o advogado dos médicos, William Vallejo.

Segundo o advogado, a mãe teria dito na ocasião que não tinha recursos para pagar o tratamento, que teria de ser feito em um lugar especializado na cidade de Guayaquil.

Augusto Freire Burgos contesta a versão dos médicos. "A minha esposa não foi dar a luz em um hospital público, e sim em uma clínica. Uma mulher abandonada vai a uma clínica? Não!"

Pelo menos por enquanto, porém, Marielisa não quer ver os seus pais biológicos.

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