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13/07/2007 - 08h36

Brasil faz da OMC 'máquina de guerra comercial', diz jornal

O Brasil faz da Organização Mundial do Comércio "uma máquina de guerra comercial", avalia nesta sexta-feira uma matéria publicada no jornal suíço Le Temps.

A matéria diz respeito à queixa que o país decidiu abrir na organização contra os subsídios concedidos pelo governo americano para a produção agrícola, que ultrapassam os US$ 19 bilhões anuais autorizados pela entidade.

A redução dos subsídios americanos tem sido defendida no âmbito da Rodada Doha por países emergentes, liderados por Brasil e Índia.

Mas as negociações, que deveriam ter encerrado no final de 2004, mergulharam em crise depois que os dois países abandonaram uma negociação no fim do mês passado.

"Na aparência, o Brasil ainda acredita no sucesso da Rodada de Doha, que tem como um dos objetivos liberalizar o comércio de produtos agrícolas. Mas no fundo o país, que tem a ambição de se tornar o grande exportador mundial de alimentos, não tem ilusões", diz o jornal.

O diário observa que a dispute coincide com as discussões que se desenrolam atualmente no Congresso americano, encarregado de revisar até o fim do ano a legislação agrícola do país.

Por razões orçamentárias, o governo pretende reduzir as ajudas aos produtores, mas a iniciativa encontra poderosos lobbies.

Neste contexto, ainda que indiretamente, a pressão via OMC poderia influir na decisão dos parlamentares em Washington.

Outros destaques da imprensa

O país também foi objeto de matérias em outros jornais internacionais.

O diário financeiro francês Les Echos destacou que, com forte desempenho, o Brasil é até agora o "grande vencedor" de valorização do mercado acionário, na comparação com outros países.

O Les Echos diz que o apetite de investidores internacionais por papéis de países emergentes foi forte no primeiro semestre deste ano.

Com alta de 31,4%, as ações brasileiras superaram nos seis primeiros meses de 2007 a valorização geral da América Latina (27%) e da Ásia (18,5%).

"Contrariando a idéia de que a América Latina seria a região mais afetada pelo desaquecimento americano, os fundamentos econômicos permaneceram sólidos no período", disse um analista ao jornal que circula nos meios empresariais europeus.

A apreciação do real, a estabilidade dos preços de matérias-primas exportadas pelo país, os resultados positivos da balança comercial e as perspectivas de fusões e aquisições na área de telecomunicações beneficiaram a economia brasileira, avaliou o Les Echos.

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