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18/08/2007 - 09h51

Seqüestro de avião na Turquia termina após fuga de passageiros

Dois homens que tentaram seqüestrar um avião que viajava do norte do Chipre para a Turquia e desviá-lo para o Irã se entregaram neste sábado após todos os 136 passageiros e seis tripulantes terem conseguido fugir, ilesos.

O avião, da empresa Atlas Jet, havia decolado do aeroporto cipriota com destino a Istambul quando, após duas horas de vôo, os dois homens disseram ter uma bomba e tentaram invadir a cabine do piloto, sem sucesso.

Eles então exigiram que o avião se dirigisse a Teerã, mas o piloto pousou a aeronave em Anatólia, alegando estar sem combustível para seguir ao Irã.

Os seqüestradores teriam então anunciado que as mulheres e as crianças podiam deixar o avião, mas quando as saídas de emergência foram abertas, quase todos os passageiros deixaram a aeronave.

Imagens da TV turca mostraram dezenas de passageiros correndo sobre a asa do avião e depois pulando sobre a pista. Os dois pilotos também saltaram da cabine para a pista do aeroporto.

Al Qaeda

Finalmente todos os passageiros e tripulantes conseguiram sair do avião e os dois seqüestradores acabaram se entregando às autoridades.

Segundo o Ministério do Interior da Turquia, um dos seqüestradores seria turco e o outro teria passaporte sírio. Os motivos do seqüestro ainda não são conhecidos.

Anteriormente, autoridades cipriotas haviam dito que os homens eram iranianos protestando contra ações dos Estados Unidos.

Segundo relatos de passageiros que conseguiram deixar a aeronave, os seqüestradores eram altos, de pele escura, aparentemente falavam árabe e disseram pertencer à rede Al Qaeda.

Os seqüestradores estão sendo interrogados pelas autoridades turcas.

Pânico

Os passageiros contaram que houve pânico após o anúncio do seqüestro e que o piloto pareceu por um momento perder o controle da aeronave.

Os dois homens não estariam armados, mas os passageiros descreveram um pacote em poder deles que poderia ser uma bomba.

Mas as autoridades do norte do Chipre disseram que seus sistemas de segurança seguem padrões internacionais e que não há razões para acreditar que os seqüestradores tivessem conseguido embarcar com uma bomba.

Seqüestros de aviões e ameaças de bomba não são incomuns na Turquia, onde um grande número de grupos radicais atua - de separatistas curdos a militantes de extrema-esquerda.

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