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23/08/2007 - 10h07

Ativista político envia dedo pelo correio a premiê japonês

Da BBC
Um ativista político japonês foi preso depois de cortar e enviar pelo correio seu dedo mínimo ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

EFE
Enquanto isso, Shinzo Abe viaja à Índia e recebe livro das mãos de Krishna Bose, presidente de centro de cultura indiano-japonesa em Calcutá (Índia)
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Yoshihiro Tanjo, de 54 anos, disse que o ato foi em protesto contra o premiê, que se recusou a visitar o polêmico Memorial Yasukuni no 62º aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial, em 15 de agosto de 1945.

O memorial Yasukini é um santuário construído em homenagem a 2,5 milhões de soldados japoneses mortos em guerras, mas também lembra comandantes japoneses condenados à morte por crimes de guerra cometidos contra os países vizinhos nos anos 1930 e 1940.

O ativista disse que sua mensagem seria ignorada se enviasse apenas uma carta de protesto. O pacote também incluía um DVD com imagens de Tanjo cortando o dedo.

Polêmica com vizinhos
Em vez de visitar o Memorial Yasukuni, Abe decidiu participar de um evento realizado na capital, Tóquio.

Sinzo Abe visitou o local antes de tomar posse, em setembro do ano passado, mas desde então tem se matindo afastado do lugar, em um esforço para estreitar relações com os países vizinhos.

Alguns membros do governo japonês e governos de países asiáticos invadidos pelo Japão durante o conflito, como a China e a Coréia do Sul, são contra a visita de membros do governo ao local.

As relações do Japão com a China e com a Coréia do Sul foram abaladas durante o governo do predecessor de Abe, Junichiro Koizumi, que durante sua gestão fez repetidas visitas ao polêmico memorial.

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