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12/02/2009 - 05h25

Exportações chinesas têm maior queda em 10 anos; importações despencam

O volume de exportações da China registrou queda de 17.5% em janeiro de 2009 em comparação com o mesmo mês do ano passado, registrando um total de US$ 90,45 bilhões em negócios, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pelo Departamento Geral de Alfândega, do governo chinês.

A queda foi maior do que o esperado e é a maior em mais de dez anos. Em dezembro, a queda nas exportações foi de 2,8%, e em novembro, foi de 2,2%, a primeira queda em sete anos. Segundo analistas, a desaceleração econômica pode provocar o fechamento de mais fábricas e novas demissões em massa. Mas, segundo o jornal China Daily , as importações registraram uma queda ainda maior de 43.1%, com um volume de negócios de US$ 51,34 bilhões. Em dezembro, elas caíram 21,3%, e em novembro, a queda tinha sido de 17,9%.

O volume total do comércio exterior chinês chegou a US$ 141,8 bilhões e o superávit comercial subiu 102% em janeiro, em comparação ao mesmo período de 2008, com um valor registrado de US$ 39,1 bilhões.

A China enfrenta o pior ambiente econômico desde a Segunda Guerra Mundial, com muita pressão no setor de exportações, de acordo com Fan Jianping, diretor do departamento de previsões econômicas da consultoria governamental State Information Center. "O grande superávit comercial vem da grande queda nas importações, o que indica que a demanda doméstica da China e o consumo continuam mornos", disse Jianping ao China Daily .

Zhang Xiaoji, economista especialista em comércio exterior e cooperação internacional no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho do Estado, outra consultoria governamental, também afirma que o superávit se deve à queda brusca na importação.

"A grande queda na importação mostrou que as políticas para aumentar a demanda doméstica e o consumo ainda precisam mostrar resultado", afirmou.

Em janeiro, o valor de exportações de máquinas e eletrônicos, responsáveis por 54.3% do total de exportações da China, caiu 20.9%, um valor de US$ 49,14 bilhões, e o volume de exportações de produtos novos de alta tecnologia caiu 28%, para um valor de US$ 21,66 bilhões, segundo o China Daily .

As importações de petróleo cru da China também caíram em janeiro para o nível mais baixo dos últimos 15 meses, com uma queda de 8% de um ano para outro.

Segundo o correspondente da BBC em Xangai Chris Hogg, as áreas do litoral chinês, mais dependentes da exportação, são as mais prejudicadas pela queda nos índices.

Muitas fábricas que produziam produtos para exportação fecharam suas portas e 20 milhões de trabalhadores migrantes teriam perdido seus empregos, segundo estimativas do governo. Mas o número real deve ser maior, segundo Hogg.

"Os números são terríveis, o ambiente está horrível. A pressão na questão no desemprego será enorme", disse Ken Peng, um economista do Citigroup. Para alguns analistas a tendência de desaceleração vai continuar enquanto a economia mundial encolhe.

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