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17/02/2009 - 03h15

Após boatos de que estava bêbado, ministro japonês renuncia

O ministro das Finanças do Japão, Shoichi Nakagawa, anunciou nesta terça-feira sua renúncia por problemas de saúde, depois de surgirem boatos de que ele estava bêbado durante uma reunião do G7 (o grupo dos sete países mais industrializados do mundo) no último sábado.

Nakagawa afirmou que deixará o cargo assim que a Câmara Baixa do Parlamento japonês aprovar o orçamento do governo para o próximo ano fiscal.

Nesta segunda-feira, ele já havia pedido desculpas por seu comportamento durante uma entrevista coletiva em Roma, Itália, no último sábado, quando imagens de TV mostraram o ministro falando com dificuldade e fechando os olhos várias vezes, como se estivesse cochilando. Em um momento da entrevista, Nakagawa pensou que uma questão dirigida ao chefe do Banco Central do Japão fosse dirigida a ele.

Nakagawa afirmou que, no momento da entrevista, estava sob o efeito de medicamentos e que havia tomado apenas "um gole de álcool" no dia do evento.

"Eu gostaria de pedir desculpas mais uma vez por ter causado tanto incômodo por causa da coletiva de imprensa depois do G7, em Roma", disse ele a repórteres em Tóquio nesta terça-feira.

Leia também na BBC Brasil: Ministro japonês nega que estava bêbado em reunião do G7 "Eu fui ao hospital na noite passada e nesta manhã e recebi o diagnóstico de que estou com resfriado e fadiga. Eu farei o meu melhor para cumprir minhas tarefas nos dias que me restam (no cargo)", afirmou.

O ministro japonês explicou que tomou um gole de vinho em um brinde feito durante um almoço no dia da entrevista coletiva, mas não chegou a consumir todo o conteúdo do copo.

Nakagawa também negou alegações de que ele bebe regularmente.

O incidente ocorreu em um momento em que o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, enfrenta baixos índices de aprovação ao seu governo. As últimas pesquisas de opinião sugerem que menos de 10% apoiam o premiê, que deverá convocar uma eleição geral em setembro.

O Japão, a segunda maior economia do mundo, foi duramente atingido pela crise mundial e passa por uma desaceleração maior do que a dos Estados Unidos e Europa.

Números oficiais mostram que a economia do país encolheu 3,3% no último trimestre de 2008, o pior desempenho desde a crise do petróleo da década de 70.

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