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08/03/2009 - 08h46

Gordon Brown diz que ataque contra base britânica foi 'diabólico'

O primeiro-ministro Gordon Brown condenou o ataque contra uma base militar britânica na Irlanda do Norte que deixou dois militares mortos e classificou o atentado como "diabólico". O tiroteio no quartel de Massereene, no condado de Antrim, ao norte de Belfast, deixou ainda quatro pessoas com ferimentos graves, uma delas em estado crítico. Os soldados que foram mortos estavam se preparando para serem enviados ao Afeganistão. Eles foram os primeiros soldados britânicos a serem mortos na Irlanda do Norte desde 1997, quando Stephen Restorick foi morto por um atirador do Exército Republicano Irlandês (IRA). Um porta-voz da polícia afirmou que os atiradores dispararam tiros contra soldados e funcionários do Exército estavam no portão da base, recebendo pizzas de um entregador. Dois dos entregadores foram feridos no ataque. A rede de pizzarias Domino's Pizza divulgou um comunicado confirmando que dois de seus funcionários teriam sido atingidos e estão sendo tratados em um hospital próximo da base. Uma grande operação de segurança foi formada na região e a área do quartel foi isolada. Nenhuma organização assumiu a autoria do ataque, mas o chefe da polícia do país, Hugh Orde, advertiu para o alto risco de ataques de paramilitares dissidentes do IRA.

Brown disse que nenhum "assassino" arruinará o processo de paz, que conta com o apoio da população da Irlanda do Norte. "Acho que o país inteiro está chocado e impressionado com a perversidade e covardice dos ataques contra soldados que servem seu país", disse o premiê à BBC. Segundo Brown, o governo fará "tudo que estiver ao alcance" para garantir que os responsáveis sejam levados à Justiça e assegurar que a Irlanda do Norte está segura.

O ministro britânico para a Irlanda do Norte, Shaun Woodward, também condenou o tiroteio ao qualificá-lo como "ato de barbarismo criminoso".

Segundo ele, o ataque foi planejado com cuidado e tinha a intenção de ser um "assassinato em massa".

O primeiro-ministro do país, Peter Robinson, disse que o ataque é uma "terrível lembrança dos eventos do passado". O atentado ocorreu um dia depois do anúncio da polícia da Irlanda do Norte de que solicitou a intervenção do serviços secreto (o MI5) e das Forças Armadas britânicas para enfrentar a crescente ameaça de facções dissidentes do IRA.

Os dissidentes se opõem ao governo formado na Irlanda do Norte em 2007, que uniu os antigos rivais: os nacionalistas - católicos que defendem a incorporação da Irlanda do Norte à vizinha República da Irlanda - e os protestantes unionistas (que defendem a União, ou o Reino Unido) e acreditam que a área deveria continuar integrando a Grã-Bretanha.

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