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12/03/2009 - 19h51

Italianos são condenados por manter brasileira e bebê em quarto

A Justiça da Itália condenou nesta quinta-feira um homem e sua mãe a dez meses de reclusão por manterem uma jovem brasileira e sua filha de um ano em um pequeno quarto sem aquecimento por meses durante o inverno.

O episódio aconteceu na cidade de Monserrato, na ilha da Sardenha. Segundo informações da polícia local, a brasileira, de 21 anos, havia conhecido o italiano Giampiero Serreli, de 36 anos, há cerca de dois anos durante uma viagem dele ao Brasil, quando os dois iniciaram uma relação.

O italiano prometeu se casar com a brasileira e a convenceu a ir para a Itália, onde passaram a morar na casa da mãe de Serreli, Antonia Fará. Há um ano, a brasileira deu à luz a filha do casal.

Vivendo clandestinamente no país, a brasileira começou a brigar muito com Antonia, até que a dona da casa exigiu que o filho construísse um pequeno quarto no jardim da casa para a brasileira morar.

Acatando o pedido da mãe, ele construiu uma casa de nove metros quadrados por dois metros de altura, sem banheiro, onde a brasileira foi instalada em dezembro, quando começou o inverno no hemisfério norte.

"As coisas pioraram depois do nascimento da menina. O pai guardou o passaporte da filha para impedir que a mulher fosse embora. Assim, ele a mantinha sob controle. Ele fazia uma grande pressão psicológica", disse à BBC Brasil o policial Alfredo Saviano, da polícia local.

No quarto, mãe e filha viviam em condições precárias e, nas noites de inverno, enfrentavam temperaturas abaixo de zero. A brasileira só tinha autorização para entrar na casa de Antonia para ir ao banheiro. Ao longo dos meses, Giampiero Serreli se convenceu de que a mulher, ilegal no país, não teria coragem de denunciá-lo por maus-tratos. Ele relaxou na guarda e autorizou que ela saísse do recinto.

Ela então foi à polícia e, na quarta-feira, Giampiero e Antonia foram presos. Nesta quinta-feira, eles foram julgados e condenados.

"Infelizmente não podemos enquadrar estes dois por sequestro, porque a brasileira estava livre, podia se locomover. Mas, agora, e isto é o principal, com a condenação o pai perde o pátrio poder e a jovem poderá ir embora com a filha sem dar satisfação a ninguém", disse Alfredo Saviano.

Por ora, a brasileira e a menina permanecem na Itália, sob cuidados da assistência social italiana.

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