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21/03/2009 - 19h27

Champanhe de 1825 'tem gosto de trufas'

Degustadores que provaram o champanhe "mais velha do mundo" afirmaram que a bebida ainda estava própria para o consumo e tinha notas de trufas e caramelo.

Doze dos maiores especialistas em vinho do mundo provaram esta semana um champanhe da marca Perrier-Jouet, engarrafado em 1825.

De acordo com o veredicto, o champanhe de 184 anos é mais gostoso do que os engarrafados vinte ou trinta anos mais tarde.

Atualmente restam apenas duas garrafas da safra de 1825 e a empresa disse que não tem planos de abri-las em breve.

Os especialistas se reuniram nas adegas da Perrier-Jouet esta semana, em Epernay, na França, para degustar o champanhe, reconhecido oficialmente pelo livro Guinness dos recordes como o mais velho do mundo.

O britânico John Stimpfig, que escreve sobre vinhos, disse que o champanhe estava bastante oxidado, mas revelou notas de trufas, caramelo e champignon.

"As bolhas haviam desaparecido quase por completo, mas a bebida ainda estava um pouco gasosa", disse ele.

Já Serena Sutcliffe, que ajudou a organizar o evento histórico, descreveu o vinho espumante como "viciante", com um "complexo buquê de figos e um leve nariz que lembra o mar".

O gosto do champanhe mudou muito ao longo dos últimos 184 anos. Segundo os degustadores, a safra de 1825 era mais doce e talvez este fator, combinado à pressão atmosférica sobre a garrafa, tenha ajudado a preservar a bebida por tanto tempo.

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