UOL Notícias Notícias
 

25/03/2009 - 16h16

Paraquedista testa nova roupa para queda livre a 200 km/h

Uma fabricante de equipamentos para paraquedismo e base jumping lançou um novo modelo de wingsuit com a divulgação de imagens de um salto que atinge quase 200 km/h de velocidade em queda livre.

No base jumping, o praticante pula de um ponto fixo, como o topo de um edifício, usando um pequeno paraquedas. Uma das modalidades do esporte radical é o voo de wingsuit em proximidade.

Os macacões com asas conhecidos como wingsuits melhoraram o desempenho. Com trajes deste tipo, a velocidade média vertical durante a queda livre diminui de cerca de 190 km/h para 100 km/h. Ao mesmo tempo, a velocidade horizontal aumenta de 170 km/h para 200km/h.

Nos voos em proximidade, o paraquedista salta de um penhasco e plana com um wingsuit a poucos centímetros de distância das rochas de onde pulou. "Só a elite pratica os voos em proximidade", afirma James Macdonald, praticante do esporte e funcionário da Phoenix-Fly, a empresa que fabricou o novo modelo de wingsuit. "Quando se voa a quase 200 km/h, a poucos centímetros de um rochedo, um pequeno erro, mexer um músculo errado, pode significar a diferença entre vida e morte", acrescenta.

Por conta dos riscos que o esporte envolve, o base jumping é muitas vezes praticado como uma atividade ilegal, sem a aprovação das autoridades que administram os locais escolhidos para os saltos.

O nome representa uma sigla em inglês (building, antenna, span e earth, ou edifícios, torres, pontes e terra) que indica os tipos de locais de onde o praticante pode saltar.

Registros indicam que tentativas de saltos rudimentares foram feitas desde o século 19, mas considera-se que o esporte nasceu, de fato, na Califórnia, durante a década de 1970. Especialistas dizem que, para minimizar as chances de acidentes (frequentemente fatais), é necessário que existam condições meteorológicas ideais, o paraquedas deve estar perfeitamente dobrado e a execução do salto precisa ser perfeita.

Os cursos para iniciantes geralmente exigem que o interessado já tenha feito pelo menos 200 saltos convencionais de paraquedas.

Mesmo assim, 125 mortes de praticantes já foram registradas em cerca de 30 anos.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    -0,94
    3,108
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    0,51
    63.853,77
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host