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06/04/2009 - 19h23

Corpo de brasileiro vítima de ataque nos EUA deve ser repatriado na quarta, diz consulado

O corpo do brasileiro que foi vítima do ataque realizado pelo vietnamita Jiverly Wong, na sexta-feira, em Binghamton (NY), Estados Unidos, deve ser repatriado nesta quarta-feira.

  • Um dos 14 mortos na chacina de Binghamton, no Estado americano de Nova Iorque, é o matemático pernambucano Almir Olímpio Alves, 43 anos. Ele estudava inglês no centro para imigrantes invadido sexta-feira pelo vietnamita Jiverly Wong, 41, autor dos disparos. Professor da unidade da Universidade de Pernambuco (UPE) em Nazaré da Mata, Almir estava nos EUA desde setembro fazendo pós-doutorado na Universidade de Binghamton.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo consulado brasileiro em Nova York, embora a repatriação do corpo ainda dependa da emissão de documentos pelas autoridades americanas.

"Estamos trabalhando para legalizar todos os documentos para que a repatriação possa ser feita nesta quarta-feira", afirmou o diplomata brasileiro Frederico Arruda.

"Estamos muito consternados com o que aconteceu e já manifestamos nossas condolências para a viúva do professor e oferecemos ajudar no que estiver ao nosso alcance."

O corpo da vítima, o pernambucano Almir Olimpio Alves, ainda está no hospital Our Lady of Lourdes Memorial Hospital, em Binghamton.

Procedimentos

Alves, que era professor de matemática, foi uma das 13 vítimas de Wong, que abriu fogo dentro do American Civic Association, um centro de serviços a imigrantes, e depois de suicidou.

A familia imediata da vítima é a viúva Márcia Pereira Lins Alves e um filho adolescente de 16 anos.

A porta-voz do consulado brasileiro, Janlou de Amicis, disse que a emissão do certificado de óbito brasileiro depende do certificado de óbito americano, que ainda deve ser emitido pelo Departamento de Saúde do Estado de Nova York.

Além disso, o consulado deve autenticar dois documentos que estão sendo preparados pela agência funerária contratada pelos amigos do professor em Binghamton: uma certidão negativa de doença infecto-contagiosa, para que o corpo possa viajar, e o documento emitido pelo hospital, onde o corpo já foi reconhecido.

A funerária também prestará o serviço de embalsamamento e de compra de passagem para Pernambuco.

O consulado recebeu a notícia da morte por meio de uma ligação de Ana Cristina Salviano, colega de Alves no Departamento de Matemática da Universidade de Binghamton, no sábado à noite.

No domingo, o Departamento do Estado americano ligou para fazer o comunicado oficial e oferecer ajuda com vistos, caso os familiares da vítima quisessem ir para Nova York.

A viúva Márcia Pereira Lins Alves decidiu não ir aos Estados Unidos.

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