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11/04/2009 - 07h36

Piratas advertem contra operação para resgatar refém

Piratas somalis advertiram neste sábado que o uso de força para resgatar o capitão americano Richard Phillips pode resultar em um "desastre". O americano está em poder de quatro sequestradores em um bote salva-vidas a centenas de quilômetros da costa da Somália e navios da marinha dos Estados Unidos estão no local monitorando a situação. Uma associação marítima regional afirmou que há novas tentativas de mediação, com o envio de um grupo de anciãos somalis para o local onde estão as embarcações.

O capitão Phillips foi capturado na quarta-feira, depois que o navio que ele comandava, o Maersk Alabama, foi tomado pelos piratas quando se dirigia ao Quênia levando ajuda humanitária destinada à Somália e a Uganda. Segundo relatos, os sequestradores teriam pedido um resgate de dois milhões de dólares por sua libertação.

Phillips tentou escapar na sexta-feira pulando no mar e nadando em direção a um navio americano, mas foi recapturado. Nos Estados Unidos, a preocupação com o bem-estar do capitão é cada vez maior e o secretário de Defesa americano, Robert Gates, declarou que seu resgate é uma prioridade para o governo.

Especialistas do FBI, a polícia federal americana, estão ajudando nas negociações, mas, segundo analistas, o processo pode ser longo.

Na sexta-feira, uma operação de resgate realizada por tropas francesas em outra embarcação tomada por piratas na costa da Somália terminou com a morte de um refém e de dois sequestradores. Outras quatro pessoas, incluindo uma criança, foram libertados do iate Tanit, que havia sido capturado na semana passada.

O líder dos piratas que têm o capitão Phillips em seu poder teme que os americanos estejam planejando uma operação semelhante e disse que "truques" como os usados pelos franceses causariam um "desastre".

A Somália não tem um governo efetivo desde 1991, o que criou as condições para que os piratas ganhassem terreno na costa do país. Os sequestradores normalmente pedem resgates milionários para libertar as embarcações em seu poder. Esforços para combater o crime não conseguiram erradicar o problema, já que as patrulhas marítimas internacionais têm de cobrir vastas áreas de oceano onde os piratas atuam.

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