UOL Notícias Notícias
 

25/04/2009 - 10h15

CNA vence eleições mas perde maioria de dois terços

O partido governista Congresso Nacional Africano (CNA), foi o grande vitorioso das eleições gerais na África do Sul, mas não obteve a maioria necessária para mudar a Constituição.

O CNA conquistou 65,9% dos votos, alguns décimos abaixo do percentual necessário para conquistar os dois terços e ter poderes absolutos para mudar a Constituição. No Parlamento, esse tipo de alteração só é feita sem alianças com outros partidos caso o partido governista tenha dois terços de maioria.

Apesar disso, o resultado abre caminho para que o líder do partido, Jacob Zuma, se torne o novo presidente do país quando o novo Parlamento se reunir. O presidente é eleito pela maioria simples da casa.

De acordo com as autoridades eleitorais do país, o CNA obteve 65,9%, demonstrando uma ampla vantagem à Aliança Democrática (DA), que obteve apenas 16,6%. O Congresso do Povo, formado há poucos meses por dissidentes do CNA, ficou com 7,4% da preferência do eleitorado.

Apesar do novo partido ter tido pouco impacto no resultado das eleições, a votação foi uma das mais competitivas desde o fim do regime de segregação do apartheid, há 15 anos. Além disso, o CNA teve a primeira queda no seu percentual de votos desde 1994. Nas eleições de 2004, o partido conquistou quase 70% dos votos.

O partido governista perdeu ainda na Província do Cabo Ocidental,o centro da indústria do turismo no país, para a Aliança Democrática, liderada por Helen Zille.

Zille disse que o partido deve formar uma coalizão. De acordo com alguns analistas politicos, o DA deve se unir ao Congresso do Povo.
O comparecimento às urnas foi alto, chegando a 80% em algumas regiões
Mesmo antes do anúncio dos resultados oficiais, partidários do CNA já festejavam na noite de sexta-feira nas ruas de cidades como Durban e Joanesburgo.

Polêmico

O provável novo presidente do país, Jacob Zuma, é classificado como "populista" por analistas e passou dez anos preso durante o regime do apartheid.

Caso sua eleição seja confirmada, seus principais desafios serão fortalecer a economia sul-africana e combater a crescente criminalidade no país.

Zuma, de 67 anos, é considerado um líder polêmico, e acusações de corrupção foram levantadas contra ele apenas duas semanas antes das eleições.

A promotoria, no entanto, retirou as acusações contra o líder do CNA, alegando que seriam parte de um plano para prejudicar o partido nas eleições.
Em 2005, Zuma ele teve sua imagem arranhada, quando foi acusado de estupro.

Ele foi inocentado, mas provocou revolta em parte da população ao admitir ter tido relações sexuais sem proteção com uma mulher que ele sabia ser HIV positivo - a África do Sul é líder no número de casos de AIDS no mundo, com cerca de 5,7 milhões de infectados.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h49

    -0,97
    3,107
    Outras moedas
  • Bovespa

    16h53

    0,38
    63.771,74
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host