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25/04/2009 - 11h20

Em Bagdá, Hillary renova apoio dos EUA ao Iraque

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, renovou o apoio dos Estados Unidos ao Iraque durante a primeira visita ao país desde que assumiu o cargo. Hillary disse que os EUA "permanecerão ao lado do povo iraquiano durante o difícil momento de transição no país". A secretária de Estado se reuniu com 120 representantes da população iraquiana durante um encontro na embaixada americana em Bagdá. Entre os presentes estavam membros da sociedade civil e de equipes que participam do processo de reconstrução do país. Segundo a correspondente da BBC que acompanha a viagem, Kim Ghattas, a maioria das perguntas direcionadas à secretária foram apelos para que o governo americano ajude o Iraque em setores como educação, agricultura e economia. Um iraquiano presente na reunião questionou a habilidade do governo iraquiano em garantir a segurança do país depois da retirada das tropas americanas. Hillary respondeu afirmando que os Estados Unidos irão trabalhar ao lado do Iraque durante o processo. O presidente americano, Barack Obama, anunciou a retirada das tropas das cidades americanas até o final de junho. Todas as tropas de combate devem deixar o país até junho de 2010. Violência A visita de Hillary Clinton ocorre em meio a uma onda de violência que deixou 155 mortos nos últimos dias. Segundo Ghattas, a visita estava agendada mesmo antes dos atentados que atingiram Bagdá e Baquba, mas a violência deve estar na agenda das discussões da secretária de Estado com autoridades iraquianas. Na quinta-feira, dois atentados mataram pelo menos 84 pessoas, um deles no centro de Bagdá. No outro ataque, um homem bomba detonou os explosivos dentro de um restaurante lotado de peregrinos iraquianos e iranianos em Baquba. Na sexta-feira, duas mulheres bomba detonaram os explosivos perto de um santuário xiita em Bagdá, deixando pelo menos 60 mortos e mais de 120 feridos. Antes de embarcar para o Iraque, Hillary disse que os atentados recentes representam um "sinal trágico" de que o país está no caminho certo e elogiou os esforços do governo iraquiano em combater a violência e o sectarismo. Segundo ela, o aumento da violência nos últimos dois dias foi causado por pessoas que não querem que o sucesso do Iraque. Antes de deixar Bagdá, Hillary deve se encontrar com o comandante-geral das tropas americanas no país, o general Raymond Odierno. A secretária disse que quer a avaliação de Odierno sobre os atentados e o que pode ser feito pelas forças dos Estados Unidos e do Iraque na prevenção desses ataques.

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