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26/04/2009 - 20h13

Equador: boca-de-urna aponta vantagem de Correa

Pesquisas de boca de urna divulgadas no início da noite de domingo indicam que o presidente do Equador Rafael Correa está na frente na disputa eleitoral do país, com 54% dos votos, o que garantiria sua reeleição.

O ex-presidente Lúcio Gutiérrez, deposto em 2005, teria ficado em segundo com 31% dos votos segundo as pesquisas.

Em terceiro aparece o rico empresário bananeiro Álvaro Noboa, com 8% dos votos, de acordo com pesquisas divulgadas por emissoras locais de televisão. Se confirmada pelo Conselho Nacional Eleitoral, se trata da quinta vitória do governo desde que Correa chegou à Presidência do país andino, há dois anos.

Há uma grande expectativa neste domingo sobre se Correa e seu partido, o Aliança País, conseguirão a maioria das 124 cadeiras do novo Parlamento, com a qual Correa deve avançar na consolidação de seu projeto de "revolução cidadã".

Neste domingo Correa afirmou que os equatorianos decidirão nas urnas entre "voltar ao passado" ou "continuar com as mudanças". "Em nossas mãos está (a decisão de) voltar ao passado ou continuar com a mudança, com o futuro, continuar na busca de nosso destino", afirmou o presidente logo depois de votar em uma escola em Quito, capital do país.

Simpatizantes do partido do governo Aliança País já comemoram na capital equatoriana, Quito. Poder do Estado Se Rafael Correa conquistar a maioria das 124 cadeiras do novo Parlamento e, se for reeleito, ele abrirá caminho para implementar as mudanças previstas na nova Constituição, que, entre outros aspectos, prevê a ampliação do poder do Estado em setores da economia considerados estratégicos.

Para analistas, com uma maioria parlamentar, o presidente garantirá certa estabilidade interna para enfrentar a crise econômica internacional. Durante a campanha eleitoral, Correa, que é economista, atacou seus adversários acusando-os de defender o modelo econômico neoliberal, que, segundo ele, teria sido responsável por uma década de instabilidade política e social no país andino. O presidente equatoriano e as demais autoridades que hoje governam iniciaram seus mandatos em janeiro de 2007. No entanto, as eleições gerais foram antecipadas por determinação da nova Constituição, aprovada em referendo em outubro do ano passado.

Pela primeira vez na história do país, policiais, militares, presos que ainda não foram sentenciados, jovens a partir dos 16 anos e estrangeiros residentes no Equador puderam votar.

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