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14/05/2009 - 18h26

Após reclamações, Google mudará câmeras do Street View no Japão

O serviço Street View, do Google, sofreu um segundo golpe nesta semana depois que uma série de queixas no Japão obrigou a empresa a mudar a altura de suas câmeras e reiniciar o processo de fotografar as ruas. Os japoneses se queixam que as câmeras do serviço, anexadas a carros, estão em posição "muito alta" para os padrões dos edifícios japoneses, permitindo que elas fotografem áreas privadas, por trás dos muros.

O Google afirmou que vai baixar a altura das câmeras em 40 cm.

Na terça-feira, a agência de proteção da Grécia, ordenou que a empresa suspendesse as filmagens no país, por conta de preocupações com a privacidade dos gregos.

"Passeio virtual" Em um comunicado, o Google afirmou que vai fazer "modificações apropriadas a cada local para garantir uma experiência melhor para o usuário". "Nós baixamos a altura das câmeras por causa da característica única de muitas ruas japonesas; elas tendem a ser estreitas, sem calçada ou entradas para carros, e as casas são construídas próximas às ruas", afirma o documento.

O Google Street View foi lançado nos Estados Unidos dois anos atrás e hoje inclui nove países. A intenção é expandi-lo na Europa.

O serviço fotografou várias cidades, dando uma visão de 360º das ruas, permitindo ao usuário que faça um "passeio virtual" por elas. No Japão, ele cobre 12 cidades, entre elas Osaka e Tóquio.

A empresa afirma que o serviço mostra imagens que seriam vistas pelos transeuntes nas ruas, mas o Street View foi criticado em alguns locais, visto como uma invasão de privacidade.

Na Grécia, as autoridades querem saber por quanto tempo o Google vai manter as imagens disponíveis em seu banco de dados, e que medidas a empresa vai tomar para informar o público sobre seu direito de privacidade.

Na Grã-Bretanha, moradores dos arredores de Milton Keynes bloquearam a passagem de um carro do Google em abril passado quando o motorista fotografava suas casas, alegando que o serviço estava "facilitando o crime".

O Pentágono também proibiu a empresa de filmar perto ou dentro de bases militares americanas, afirmando que seria uma "potencial ameaça" à segurança.

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