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07/06/2009 - 08h24

Líbano vai às urnas para eleições parlamentares

Até 3 milhões de eleitores podem votar neste domingo nas eleições parlamentares do Líbano. A expectativa é de uma dura disputa entre dois grupos políticos: um apoiado pelo Hezbollah, outro pelos governos ocidentais.

O grupo 14 de Março, abertamente apoiado pelos Estados Unidos, atualmente tem uma estreita maioria no Parlamento, mas segundo analistas está sendo ameaçado pela aliança 8 de Março, do Hezbollah, apoiada também pela Síria e pelo Irã. Em alguns bairros cristãos da capital, Beirute, longas filas se formar em torno dos postos eleitorais. "Estamos votando para que os libaneses possam decidir o seu próprio destino. Não queremos interferências externas", disse a eleitora Fadia Saade, que votou na cidade de Jounieh, a norte de Beirute.

A votação vai ser encerrada ao meio dia de Brasília, e o resultado pode ser diretamente influenciado pelas escolhas feitas pela comunidade cristã do país em algumas regiões.

Cristãos divididos Os cristãos libaneses também estão divididos entre os dois grupos.

O governo montou um forte esquema de segurança para evitar protestos violentos. Cerca de 50 mil homens estão mobilizados, mas até o momento não foram registrados incidentes.

Resultados preliminares devem ser anunciados a partir de domingo à noite. O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, que coordena uma equipe de observadores internacionais no Líbano, fez um apelo para que todos os envolvidos aceitem qualquer que venha a ser o resultado do pleito. "Não tenho preocupações a respeito da condução das eleições. Me preocupo com a aceitação dos resultados pelos principais partidos", disse Carter, em Beirute.

'Benção democrática' Já o presidente libanês, Michel Suleiman, fez um apelo para que a população vote.

"É um ato importante que deve ser feito com calma e alegria, para que depois possamos começar a construir o Líbano", disse o líder. "A democracia é uma benção que devemos preservar e distingue o Líbano no Oriente Médio." O Hezbollah apresentou apenas 11 candidatos, embora seja um integrante poderoso da coalizão de oposição, que inclui o candidato independente cristão Michel Aoun e o movimento xiita Amal.

Por isso, alguns analistas dizem que o temor de governos ocidentais diante de uma "tomada de poder" do Hezbollah não seria justificado. Muitos dizem que o resultado mais provável seria um governo apoiado por uma ampla coalizão. A atual maioria parlamentar foi eleita em 2005, pouco depois do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri na explosão de um carro-bomba em Beirute.

O atentado levou a acusações contra a Síria no país, que foi obrigada a retirar as suas tropas do Líbano, depois de uma presença de 29 anos. O governo sírio, no entanto, nega veementemente qualquer envolvimento no crime.

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