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10/06/2009 - 08h50

Greve do metrô causa transtorno em Londres

Uma greve dos funcionários de metrô de Londres provocou uma série de transtornos na cidade, alterando a rotina de milhões de londrinos que costumam recorrer diariamente ao sistema de transportes público para ir ao trabalho.

A paralisação começou às 18h59 da terça-feira (hora local, 14h59 em Brasília), mas foi sentida mais fortemente nesta manhã. Milhões de pessoas tiveram que procurar outras alternativas de transporte para ir ao trabalho, lotando ônibus e trens de subúrbio, ou recorrendo a táxis ou a seus próprios carros, causando congestionamentos no centro da cidade.

Das 11 linhas de metrô, apenas duas estão funcionando totalmente, com atrasos. As demais estão suspensas em alguns trechos.

A greve deve ainda atrapalhar a ida de até 70 mil torcedores esperados no estádio de Wembley, onde a Inglaterra enfrenta Andorra pelas Eliminatórias da Copa. A previsão é de que a paralisação continue até a noite de quinta-feira. 'Fragilidade' Os grevistas protestam por salários, condições de emprego e questões disciplinares internas.

Na terça-feira, representantes do Sindicato dos Funcionários de Transportes, Ferrovias e Vias Marítimas (RMT, na sigla em inglês) e a diretoria do Transport for London, que administra o metrô, se reuniram por dez horas, mas não conseguiram chegar a uma negociação para evitar a greve.

O prefeito de Londres, Boris Jonhson, que nesta quarta-feira foi ao trabalho a bordo de um dos barcos públicos que percorrem o rio Tâmisa, lamentou o fato de o sindicato ter recusado "um acordo excelente".

Ele disse que os dois lados estiveram "a ponto" de selar um acordo, e afirmou que a decisão de seguir com a greve foi "uma loucura absoluta".

"Como os londrinos estão enfrentando uma greve parcial, desnecessária, sofrível e muito, muito irritante, creio que o sindicato deveria mandar seus negociadores de volta à mesa, onde vão encontrar uma ótima proposta", afirmou.

Para ele, o fato de algumas linhas do metrô estarem funcionando demonstra a "fragilidade da greve".

Mas o diretor do RMT, Bob Crow, acusa a diretoria da Transport for London de ter se retirado da negociação na última hora, para "sabotar" o sindicato, o que o prefeito nega.

Cerca de 3 milhões de pessoas utilizam o metrô diariamente em Londres, e, segundo a empresa de consultoria London First, a paralisação deverá causar um prejuízo de cerca de 100 milhões de libras (cerca de RS$ 317 milhões) à cidade.

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