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24/06/2009 - 18h48

Bachelet critica Brasil por orientação sobre viagens ao Chile

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, criticou a recomendação feita pelo ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, para que os brasileiros evitem viagens ao Chile e à Argentina como medida de prevenção contra a gripe suína.

"Estou surpresa porque realmente acho que o Brasil é um país com o qual realizamos grandes atividades empresariais e acho que continuaremos fazendo muitas parcerias", disse Bachelet, que também é médica, durante discurso na Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Washington.

A presidente chilena acrescentou que a recomendação "não se justifica de jeito nenhum". Segundo Bachelet, a orientação é uma resposta adotada "a partir do susto, do medo".

O governo do Chile defende, no site da Presidência, que a única saída para combater o vírus da gripe suína é "trabalhar em conjunto e não fechar as portas ao movimento e a entrada de pessoas entre os países".

Apesar da crítica do governo chileno, a ministra da Saúde da Argentina, Graciela Ocaña, afirmou que a decisão do Brasil é "razoável". O governo argentino recentemente fez uma recomendação semelhante para viagens de cidadãos argentinos a outros países.

"É uma recomendação de saúde como a que fizemos para que as pessoas evitassem viagens a regiões de risco, como Estados Unidos, Canadá e México", disse a ministra da Saúde.

México Depois da passagem por Washington, a presidente do Chile visitará o México â?" país com maior número de infectados pelo vírus H1N1 desde o surgimento da doença.

Bachelet acusou a comunidade internacional de "falta de solidariedade" ao México quando foram divulgados os primeiros casos da doenças no país, em abril.

A presidente destacou que é exatamente por esse motivo que viajará à capital mexicana para se reunir com o presidente Felipe Calderón.

"Desejamos conhecer a experiência do México na sua luta contra essa pandemia e desejamos buscar formas de ajudar uns anos outros, como americanos que somos", afirmou.

Desde que surgiu o primeiro caso da doença no país, a orientação do governo de Bachelet tem sido a de não se fechar fronteiras ou suspender voos.

Dados oficiais indicam que 5.186 pessoas foram infectadas com o vírus da gripe suína no Chile. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos infectados já está curado da doença. Por enquanto, sete mortes provocadas pela doença foram confirmadas no país.

Argentina Na Argentina, o governo da presidente Cristina Kirchner recomendou a suspensão dos voos entre seu país e o território mexicano e provocou críticas do governo de Calderón.

A Argentina já registra 1.294 casos da doença e 18 mortes - é o país com maior número de vítimas fatais da doença na América do Sul e o terceiro no mundo, depois de México e Estados Unidos.

Apesar dos números de infectados tanto na Argentina como no Chile serem muito maiores do que os registrados nos demais países da América do Sul, as pessoas nos dois países não estão usando máscaras nas ruas, como ocorreu inicialmente no México.

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