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02/07/2009 - 08h20

Filho de Ronald Biggs diz que vai apelar por condicional

O filho do ladrão britânico Ronald Biggs, que em 1963 assaltou um trem e ficou foragido no Brasil por 35 anos, afirmou que sua família vai apelar da decisão do ministério da Justiça britânico de negar a liberdade condicional a Biggs.

O ministro da Justiça, Jack Straw, afirmou que o ladrão de 79 anos "não demonstra arrependimento nenhum" por suas ações e "buscou escandalosamente a (cobertura da) imprensa".

Em entrevista à BBC, Michael Biggs disse estar "muito abalado" e defendeu um novo recurso pela liberdade do pai.

"Nós temos que continuar lutando, porque o meu pai já disse publicamente que está arrependido pelo que aconteceu", disse o filho de Biggs, lembrando que em uma auto-biografia publicada em 1994, o ladrão diz ter remorsos sobre o crime, embora não destacasse não estar arrependido pelo rumo que deu à própria vida.

No início da semana, Straw rejeitou uma recomendação do Parole Board of England and Scotland, órgão britânico que analisa pedidos de liberdade condicional, que pedia a libertação de Biggs, de 79 anos.

"Recuso a recomendação do Parole Board, de liberdade condicional. Biggs escolheu não obedecer a lei e não respeitar a punição dada a ele - o sistema legal deste país merece mais respeito", afirmou Straw.

'Pedófilos e psicopatas' No entanto, Michael Biggs alega que o pai deveria ter o mesmo direito que "pedófilos, estupradores e psicopatas", que segundo ele, estariam sendo libertados antecipadamente na Grã-Bretanha.

Biggs está internado por causa de uma fratura e, de acordo com o advogado dele, Giovanni di Stefano, na quinta-feira o seu estado de saúde "piorou".

O detento está internado no Hospital da Universidade de Norwich, no leste da Inglaterra, depois de sofrer uma queda no fim de semana.

Ronald Biggs, um dos 15 assaltantes que participaram do crime em 1963, completa 80 anos no dia 8 de agosto.

A data também marca o 46º aniversário do assalto ao trem pagador, que viajava de Glasgow a Londres e levaram 2,6 milhões de libras esterlinas.

Pelo assalto, Biggs foi preso e condenado na Grã-Bretanha a 30 anos de prisão, mas conseguiu fugir da prisão de Wandsworth, em Londres, em um caminhão de mudanças. Ele cumpriu apenas 15 meses da sentença.

O ladrão passou 30 anos foragido na Austrália, Espanha e Brasil, mas resolveu voltar à Grã-Bretanha voluntariamente em 2001 para tratar de sua saúde. Ele foi preso novamente ao chegar.

Ao dar suas razões para não conceder a liberdade condicional a Biggs, Straw afirmou que é "inaceitável" que Biggs tenha escolhido não respeitar a lei e tentado evitar as consequências de sua decisão.

Straw acrescentou que Biggs já poderia ser um homem livre "há muitos anos" se tivesse cumprido a sentença.

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