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08/07/2009 - 14h12

China diz que executará culpados por assassinato em onda de violência étnica

O chefe do Partido Comunista da China na cidade de Ürumqi, Li Zhi, afirmou nesta quarta-feira que aqueles considerados culpados de assassinato durante os confrontos étnicos que sacudiram o local serão condenados à morte. Jerla samudin, prefeito de Ürumqi, afirmou que a situação na cidade está sob controle, após o envio à cidade de milhares de soldados.

Os confrontos entre chineses pertencentes às etnias han e uigur começaram no domingo e deixaram mais de 156 pessoas mortas e mais de mil feridas. Mais de 1.400 foram presas.

Nesta quarta-feira, o presidente chinês, Hu Jintao, cancelou sua participação no encontro do G8, na Itália, e retornou às pressas para a China para lidar com a onda de violência étnica.

Segundo as autoridades, a maioria dos mortos é da etnia han. Grupos ligados aos uigures, no entanto, afirmam que 90% das vítimas fatais são desta etnia. A imprensa internacional ainda não conseguiu averiguar o número independentemente.

O enviado da BBC a Ürumqi, Quentin Sommerville, disse que as autoridades chinesas na região autônoma de Xinjiang, onde Ürumqi está localizada, estão sob forte pressão para pôr fim à crise o mais rapidamente possível, em meio ao constrangimento de o presidente chinês ter tido que abandonar a cúpula do G8.

Pedido por calmaNo bairro uigur de Ürumqi, centenas de forças paramilitares estão em ação, tentando separar a parte majoritariamente muçulmana da cidade da parte da etnia han. Com escudos, capacetes e carregando armas semiautomáticas, eles se alinham pelas ruas para separar os dois lados. Durante entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, o chefe do Partido Comunista em Ürumqi afirmou que o governo executará todos os condenados por assassinatos durante os distúrbios.

A China executa mais condenados do que qualquer outro país, e qualquer um condenado por assassinato durante distúrbios populares muito provavelmente recebe a pena máxima. Segundo a agência Associated Press, muitos já foram presos sob acusação de assassinato, a maioria estudantes.

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