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14/07/2009 - 05h10

Modelo liga para serviços de emergência e acusa namorado antes de morrer

Começou nesta segunda-feira, em Manchester, o julgamento do jovem Ricardo Morrison, acusado de ter assassinado a namorada a facadas depois que ela tentou terminar a relação com ele.

Segundo a promotoria, a jovem modelo e atriz Amy Leigh Barnes ligou para a polícia pedindo ajuda e acusando o namorado de tê-la "esfaqueado até a morte".

Morrison negou as acusações diante do tribunal. Sua mãe, a policial Melda Wilks, também é acusada, por tê-lo ajudado a esconder as pistas do crime.

A modelo foi assassinada com uma faca de cozinha, em sua casa, em novembro do ano passado. O promotor Stuart Driver lembrou o telefonema desesperado da vítima para a polícia.

Fígado perfurado "Estou morrendo. Ele me esfaqueou até a morte. Estou morrendo, por favor, me ajude." A telefonista perguntou quem a havia esfaqueado, e ela respondeu: "meu namorado", disse a promotoria ao tribunal.

Segundo o promotor, Amy Leigh Barnes foi esfaqueada no rosto e tinha cinco ferimentos no peito e quatro nas costas. Vários deles haviam perfurado seu fígado.

Ao ouvir isso, o acusado escondeu o rosto com as mãos e correu da sala.

Depois que Morrison voltou ao tribunal, o promotor explicou que a jovem havia tentado terminar o namoro dos dois naquela tarde, e que ele já a havia atacado antes de deixar a casa, deixando-a trancada.

Mais tarde, ela ligou para a mãe chorando, e as duas combinaram que seu pai ia buscá-la.

Dois minutos depois da ligação, Amy Leigh Barnes telefonou para a polícia pedindo socorro.

"Seu pai apareceu, abriu a porta da frente e encontrou sua filha no chão, sobre uma poça de sangue." "Vocês podem imaginar sua reação, seu pânico", disse o promotor.

Faca manchada de sangue Barnes foi levada para o hospital, onde morreu três horas depois. Segundo a promotoria, um vizinho teria visto um homem, descrito como Morrison, em um descampado pouco depois do ataque.

"A testemunha disse que o homem se abaixou e colocou sua mão em uma poça e pareceu estar lavando as mãos", disse Driver.

Uma faca manchada de sangue, com DNA da modelo, foi encontrada enfiada em um banco de carro abandonado no descampado.

Depois do crime, o réu pegou um ônibus para Birmingham, onde sua mãe foi buscá-lo na estação, diz a promotoria.

Driver disse ao júri que ela lavou o casaco do filho "com o propósito criminoso de remover qualquer prova forense científica".

A mãe de Amy ligou para a mãe de Morrison ainda do hospital, pouco depois do ataque.

"Ela disse à policial que Amy havia sido esfaqueada e o acusou seu filho, Ricardo Morrison", disse o promotor.

Troca de mensagens A policial então respondeu com uma mensagem de texto: "Eu sei que o que meu filho fez é imperdoável. Não precisa ser grossa. Agora entendo mais sobre sua família".

"Não me ligue de novo. Meu filho terá que responder à lei." Em sua defesa, Morrison disse que não estava na casa na hora do ataque.

Ele disse que voltou à casa da jovem em Manchester, encontrou a namorada esfaqueada e a colocou em uma posição de recuperação antes de deixar a cena.

A promotoria questionou o depoimento, afirmando que isso significa que outra pessoa teria esfaqueado a jovem em um espaço de dois minutos - o intervalo entre a ligação da jovem para sua mãe e seu telefonema para a polícia.

O julgamento continua.

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