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31/07/2009 - 15h53

Ataques com carros-bomba matam 30 pessoas em Bagdá

Uma série de ataques aparentemente coordenados com carros-bomba deixou pelo menos 30 mortos e mais de 130 feridos em cinco mesquitas xiitas de Bagdá, capital do Iraque, de acordo com o Ministério do Interior do país. As bombas explodiram quase simultaneamente no momento em que os fiéis começavam a sair das mesquitas depois das orações de sexta-feira, nas regiões norte, leste e sudeste de Bagdá. Fontes do Ministério do Interior iraquiano afirmam que alguns dos mortos e feridos foram atingidos pelos próprios policiais iraquianos que, em pânico, dispararam suas armas em meio ao caos depois das explosões. O pior ataque atingiu uma mesquita na área de Shaab, norte de Bagdá, matando pelo menos 23 pessoas e ferindo cerca de 107. Logo depois do ataque em Shaab, tapetes usados para as orações, cobertos de sangue, e chinelos podiam ser vistos por toda a parte na mesquita. Segundo testemunhas os fiéis que foram até a mesquita suspeitaram de um carro estacionado e tentaram alertar as forças de segurança, mas receberam garantias de que o veículo não representava ameaça. O carro explodiu minutos depois. Retirada Outras explosões também ocorreram quase simultaneamente em Bagdá perto da mesquita de Rasoul, na ponte de Diyala, no sul da cidade, e nos bairros de Zafaraniya, Kamaliya e Ilam. Em Kirkuk, cidade no norte do país, um carro também explodiu em um mercado, matando uma pessoa. As explosões ocorrem exatamente um mês depois de os soldados americanos começarem a se retirar das cidades do Iraque, deixando a segurança a cargo das forças iraquianas. Os ataques desta sexta-feira aumentaram o temor do governo do Iraque, de que sua força policial não seja capaz de oferecer a segurança adequada agora que as forças americanas se retiraram. O ataque também ocorreu apenas dias depois de o secretário de Defesa americano, Robert Gates, ter afirmado durante uma visita ao Iraque que a segurança do país melhorou "de forma espantosa" nos últimos três anos e acrescentou que os Estados Unidos poderão retirar seus soldados do país um pouco mais rápido do que o planejado. Os últimos atentados como os desta sexta-feira haviam sido registrados no Iraque em 9 de julho, quando 50 pessoas morreram em ataques nas cidades de Bagdá, Kirkuk e Talafar.

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