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19/08/2009 - 11h24

Relógio perdido em naufrágio é devolvido à família 128 anos depois

Um relógio de bolso prateado que ficou no fundo do mar por quase 130 anos foi devolvido à família de seu dono na Grã-Bretanha.

O mergulhador Rich Hughes, que o encontrou, viu a peça brilhando na areia quando explorava uma antiga embarcação naufragada durante uma tempestade em 1881 na costa de Pembrokeshire, no País de Gales.

Hughes realizou um trabalho de detetive para encontrar os descendentes do dono do relógio, que pertencia ao capitão do navio, Richard Prichard. O nome do capitão estava gravado na tampa do relógio, com os dizeres:"Richard Prichard 1866 Abersoch North Wales".

"Fiquei surpreso com as boas condições do relógio, depois de ficar no fundo do mar durante gerações", disse o mergulhador. "Assim que vi o nome comecei a pensar em Richard Prichard. Sabia que ele devia ser o comandante do navio, porque ninguém da tripulação conseguiria pagar por um relógio caro." A antiguidade será entregue ao dentista aposentado Owen Cowell, da cidade de de Pwllheli, o mais próximo parente vivo de Prichard.

Morte misteriosa Hughes descobriu que Prichard era o capitão do Barbara, um navio pequeno que naufragou durante uma tempestade em 1881, há 128 anos. O comandante havia morrido misteriosamente durante uma viagem para buscar um carregamento de arroz em Mianmar.

Seu corpo foi lançado ao mar seguindo a tradição dos marinheiros, e o seu substituto, conhecido apenas como capitão Jones, ficou com o relógio - possivelmente para entregá-lo à família de Pritchard depois da chegada em Liverpool.

Mas o navio nunca chegou ao seu destino. Por falta de habilidade, o capitão Jones levou a embarcação para o Canal de Bristol em vez do canal de St George.

Atingido pela tempestade, o navio afundou. Toda a tripulação foi resgatada, exceto o capitão Jones, que afundou junto com o Barbara.

"É possível que ele tenha morrido com o relógio prateado no bolso", disse Hughes. "Os restos dele já se foram há muito tempo mas o relógio sobreviveu, possivelmente pelo fato de ter sido enterrado em sedimentos, o que teria preservado o relógio." Historiador Após a descoberta, o mergulhador afirmou que sentiu a necessidade de entregar o relógio a alguém da família do seu dono original.

"O relógio não era meu e eu queria retorná-lo a quem de direito", afirmou Hughes.

Ele entrou em contato com um historiador amador, David Roberts, para tentar encontrar a família do capitão Prichard.

"Pela inscrição (gravada no relógio) sabia que ele era de Abersoch, então visitei dois cemitérios na área. Através de sua árvore genealógica, consegui encontrar os descendentes do capitão Prichard e me surpreendeu que eles ainda vivessem no norte do País de Gales", disse Roberts.

O historiador descobriu duas homenagens ao capital Prichard, uma em um túmulo de seus familiares e outra no túmulo de sua esposa e filho.

A avó do dentista aposentado Owen Cowell, que receberá a antiguidade no fim deste mês, era prima de Prichard.

"Estou muito contente que o relógio vai voltar para casa depois de todos estes anos", afirmou Cowell. "Foi uma grande surpresa que meus ancestrais tivessem uma vida tão movimentada em navegação." A peça, fabricada pelo relojoeiro Richard Thomas, do norte do País de Gales, será exposta no vilarejo, mas não será consertada para voltar a funcionar.

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