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03/09/2009 - 07h18

Réus são condenados em caso de pedofilia que chocou Portugal

Um tribunal em Portugal considerou culpados os sete acusados de abusos sexuais cometidos contra menores da instituição portuguesa Casa Pia de Lisboa, em um casos de maior repercussão da história recente do país.

Entre os acusados, seis homens e uma mulher, estavam um conhecido apresentador de TV, Carlos Cruz, e um ex-embaixador de Portugal, Jorge Ritto.

Eles faziam parte de uma rede de pedofilia que abusou sistematicamente de 32 alunos da Casa Pia de Lisboa, uma instituição educativa do Estado para crianças carentes.

Os abusos teriam começado em meados dos anos 70, mas só vieram à tona no ano 2002.

Ao longo do processo, mais de 800 testemunhas foram ouvidas, entre elas as 32 vítimas, todos ex-alunos da instituição.

As vítimas deram relatos de como eram levadas para porões escuros ou casas isoladas para serem estupradas.

Durante o período dos abusos, cerca de 4 mil crianças eram atendidas nas escolas e orfanatos da instituição.

Os réus foram acusados de envolvimento em mais de 900 crimes ligados a abuso sexual e peculato.

Os outros acusados eram Carlos Silvino, ex-motorista e ex-aluno da instituição, o ex-diretor da Casa Pia, Manuel Abrantes, o advogado Hugo Marçal, o médico João Ferreira Diniz e Gertrudes Nunes, dona de uma das casas onde ocorreram os abusos.

Carlos Cruz chegou a ser, nos anos 80 e 90, o apresentador de TV mais conhecido de Portugal. Todos os réus negaram as acusações, exceto Silvino, que admitiu ter cometido abusos e depôs contra outros acusados.

Desde que despontou, há oito anos, após denúncias publicadas na imprensa, o caso vinha causando grande comoção em Portugal.

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