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04/09/2009 - 08h46

Sobreviventes de queda de avião visitam mineiros no Chile

Quatro sobreviventes de uma famosa queda de avião nos Andes, em 1972, visitaram neste sábado os mineiros presos em uma mina no Chile desde agosto.

Falando com os 33 mineiros por uma câmera de vídeo, os quatro sobreviventes uruguaios disseram ter trazido uma mensagem de esperança para os mineiros e seus familiares.

Os quatro faziam parte de um grupo de 16 sobreviventes que passaram 72 dias presos em condições extremas na cordilheira dos Andes, até serem resgatados no Chile.

Durante o período, alguns deles tiveram que comer a carne de outros passageiros mortos no acidente para sobreviver.

Os mineiros estão presos a 700 metros de profundidade há um mês. Eles ainda deverão esperar de dois a quatro meses até que engenheiros consigam abrir um túnel para resgatá-los.

'Eles vão sobreviver' Os sobreviventes uruguaios se reuniram com parentes dos mineiros na mina San Jose, antes de falar com os próprios mineiros.

Eles contaram ter vindo expressar sua solidariedade, além de expressar sua gratidão ao Chile por tê-los resgatado 38 anos antes.

Eles disseram ainda estar confiantes de que os mineiros sairão com vida.

"Do mesmo modo que conseguimos deixar a montanha e viver uma vida normal, eles também vão sair e viverão vidas fantásticas", disse Pedro Algorta, um dos sobreviventes do desastre aéreo.

"Olhe para a gente, 38 anos depois da queda, os 16 que fomos resgatados continuamos vivos. É prova de que o homem pode sobreviver às situações mais difíceis e eles vão sobreviver. O pior já passou." Condições extremas Os quatro uruguaios viajavam para a capital do Chile, Santiago, em 1972, para participar de um jogo de rúgbi, quando o avião caiu no alto das montanhas andinas.

Doze dos 45 passageiros morreram na queda, e outros 17 morreram depois.

Mas 16 sobreviveram por 72 dias perdidos na neve a 3.000 de altura acima do nível do mar, antes de dois deles deixarem o local e encontrarem ajuda.

Alguns deles foram forçados a comer a carne dos cadáveres para permanecer vivos.

O drama inspirou um livro e o filme Vivos, produzido em Hollywood.

Os parentes dos mineiros elogiaram o gesto de solidariedade.

"Eles lutaram para salvar suas vidas", disse Maria Segovia, irmã do mineiro preso Dario Segovia.

"Vê-los faz o meu coração feliz."

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