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01/10/2009 - 12h45

Londrinos esquecem de crânios a sêmen de boi nos transportes

O escritório de achados e perdidos da administração dos transportes públicos de Londres, o Transport for London (TfL), marcou seu aniversário de 75 anos divulgando a lista dos objetos mais estranhos encontrados no metrô, ônibus e táxis da cidade - entre eles, crânios, sêmen de boi e implantes para seios. Os dois crânios foram encontrados em uma bolsa. Além destes, o escritório de achados e perdidos também já encontrou um estojo com apetrechos para vasectomia, um caixão para uso em teatro, um banco de parque, uma águia empalhada, uma boneca inflável, um sino tibetano, um barco de mais de quatro metros, um urso de pelúcia de 1,2 metro e três morcegos mortos dentro de um recipiente. Julie Haley, gerente do escritório de achados e perdidos do TfL também afirma que duas urnas com cinzas de pessoas mortas foram encontradas nos transportes públicos e demoraram anos para serem devolvidas. "A devolução de duas urnas com cinzas às famílias que as tinham perdido foi particularmente emocionante para todos nós", afirmou. Todos os anos, o escritório de achados e perdidos recebe quase 200 mil objetos esquecidos ou perdidos nos ônibus, metrô, trens, táxis licenciados ou no Terminal Rodoviário Victoria. Em 2008 os objetos mais esquecidos foram os livros, 36.852; bolsas, 28.550; e peças de roupas, 27.174. Mas também são esquecidas muitas muletas, cadeiras de rodas, próteses dentárias, próteses de olhos e membros e celulares de todos os tipos. Vizinhos de Sherlock O escritório de achados e perdidos do TfL fica na B aker Street, rua na região central de Londres, famosa por ser o lar do detetive fictício Sherlock Holmes nos livros de Arthur Conan Doyle. Por isso, o escritório usa um sistema de computador para registrar todos os objetos perdidos chamado "Sherlock". Os funcionários entram em contato com os proprietários caso encontrem algum tipo de identificação no objeto. No caso das urnas com cinzas que estavam no escritório há anos, por exemplo, eles conseguiram encontrar os familiares dos falecidos, apesar de as urnas apresentarem apenas algumas palavras escritas. "(...) Todos os objetos são importantes para seus donos e devolver até mesmo o menor deles pode fazer uma grande diferença", afirmou Julie Haley. "Sei que algumas pessoas pensam que, se perderam algo no transporte público, nunca vão pegar de volta, mas eu gostaria de incentivá-los a nos ligar. Nunca se sabe, podemos estar com ele aqui e o 'Sherlock' vai nos ajudar a encontrá-lo", acrescentou. O TfL informa que um em cada três objetos perdidos ou esquecidos (como bolsas, carteiras e celulares) são devolvidos para seus donos, e o maior obstáculo à devolução é o fato de as pessoas simplesmente não entrarem em contato com o escritório de achados e perdidos.

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