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24/12/2009 - 16h33

Extrema direita de Israel quer 'clima de guerra' contra paralisação em assentamentos

Líderes de extrema direita em Israel divulgaram manifestos convocando a população a ampliar a resistência à ordem do governo de congelar a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Os manifestos, assinados por políticos, rabinos e jovens da extrema direita religiosa, desafiam o próprio Estado de Direito, anunciando que os mandamentos da Torah (conjunto de leis da religião judaica) se sobrepõem às leis do Estado ou às ordens do Exército.

Deputados do partido de extrema direita Ihud Leumi (União Nacional) assinaram um manifesto convocando os colonos a "criar um clima de guerra" contra a implementação do congelamento da construção nos assentamentos.

"O Estado de Israel e as autoridades podem submeter indivíduos isolados, mas não podem confrontar milhares de cidadãos", diz o manifesto.

"Devemos construir (nos assentamentos) em grupos de dezenas e centenas, cada um colocará um tijolo", declaram os assinantes que incluem líderes dos colonos na Cisjordânia.

"O sistema judicial não poderá confrontar milhares de detenções e processos." 'Fidelidade à Torah' Há um mês, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou o congelamento parcial e temporário da construção nos assentamentos na Cisjordânia.

De acordo com Netanyahu, o objetivo do congelamento é "facilitar a retomada das negociações com os palestinos".

Desde o anúncio, os colonos decretaram o combate ao congelamento e em vários assentamentos tentaram impedir, à força, a entrada dos fiscais que foram implementar a ordem do governo.

Outro manifesto foi assinado por 35 rabinos, considerados líderes espirituais importantes do público nacionalista-religioso.

O documento, encabeçado pelo ex-Grão Rabino de Israel, Avraham Shapira, proíbe qualquer colaboração com o congelamento de assentamentos.

"A obrigação em relação aos mandamentos da Torah antecede qualquer outra lei de instituições civis ou ordem do governo", dizem os assinantes, que incluem juízes de tribunais rabínicos, que são funcionários do Estado.

O editorial do jornal Haaretz exige que o Estado imponha a lei e adverte que "a divisão da autoridade (entre os rabinos e os comandantes militares) é uma receita para o desmoronamento do Exército e uma péssima mensagem de anarquia".

Exército Ainda nesta quinta-feira, 200 estudantes secundários às vésperas de se alistar no Exército assinaram um abaixo-assinado anunciando que não pretendem cumprir ordens de retirar assentamentos ou destruir casas construídas nesses locais.

No abaixo-assinado, encaminhado ao ministro da Defesa, Ehud Barak, os jovens declaram que "nossa fidelidade à Torah prevalece sobre qualquer outra ordem ou lei, portanto vamos nos recusar a cumprir qualquer ordem que, de acordo com nossos rabinos, contradiga os mandamentos da Torah".

"Ordens de retirar assentamentos representam uma violação grave do mandamento da Torah de colonizar a terra de Israel|", afirmam os jovens, "o Exército existe para cumprir esse mandamento".

O chefe do Estado-Maior israelense, general Gabi Ashkenazi, declarou que no Exército existe "só uma fonte de autoridade" e condenou os rabinos que dirigem o movimento contra a ordem do governo.

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