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24/12/2009 - 15h30

Medvedev diz que Rússia continuará a desenvolver arsenal nuclear

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, anunciou nesta quinta-feira que o país vai continuar desenvolvendo novos mísseis nucleares e plataformas de lançamento de mísseis apesar das negociações de desarmamento com o presidente americano Barack Obama.

"Claro que vamos desenvolver novos sistemas, incluindo plataformas, ou mísseis. Esta é uma rotina, o mundo inteiro faz isto", afirmou Medvedev em uma entrevista para a televisão russa.

"Naturalmente deve ser feito dentro das estruturas da convenção, levando em conta nossos acordos futuros com os americanos, entre outros fatores. Mas este processo vai continuar e nosso poder de dissuasão sempre será eficaz e suficiente para defender nossos interesses nacionais", acrescentou o presidente.

Nesta quinta-feira a Rússia informou que testou com sucesso um míssil de longo alcance, o SS-18.

O míssil, chamado na Rússia de RS-20 Voyevoda, foi disparado da região central do país, em Orenburg, e alcançou o alvo em Kamchatka, no extremo leste, de acordo com informações da agência de notícias russa Ria Novosti.

Atraso Até o momento a Rússia e os Estados Unidos não conseguiram apresentar um plano para substituir o Tratado Estratégico de Redução de Armas (Start 1, na sigla em inglês), assinado em 1991 e que expirou no dia 5 de dezembro.

O tratado foi assinado pelo então presidente americano George Bush e Mikhail Gorbachev, nos últimos dias da União Soviética. Obama e Medvedev disseram que vão continuar seguindo os termos do tratado até que se chegue a um novo acordo.

Quando questionado sobre a razão do atraso, Medvedev afirmou que esta é uma "questão difícil, muito difícil".

"Este é um tratado que determina os parâmetros para o desenvolvimento e redução do potencial de armas estratégicas de duas das maiores potências nucleares. Como está, estamos progredindo rapidamente. Concordamos com quase tudo", disse.

Durante a visita de Obama a Moscou em julho, o presidente americano e Medvedev assinaram um acordo preliminar, um "entendimento conjunto", que prevê que os dois países reduzam seus arsenais de ogivas nucleares para um número inferior a 1,7 mil no prazo de sete anos após o tratado entrar em vigor.

No entanto, mesmo com estes cortes os dois países ainda vão manter poder nuclear o bastante para destruir o mundo várias vezes.

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