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25/12/2009 - 17h21

Dissidente chinês é condenado à prisão por 'incitar subversão'

A China condenou a 11 anos de prisão um dos dissidentes mais importantes do país, Liu Xiaobo, por "incitar a subversão dos poderes do Estado".

Xiaobo está preso desde 2008 depois de ajudar a elaborar uma petição chamada Carta de Direitos 08. Esta petição pedia maior liberdade e reformas democráticas na China, incluindo o fim do poder concentrado em apenas um partido.

Xiaobo, de 53 anos, também participou dos protestos da Praça da Paz Celestial em 1989.

A prisão do dissidente gerou condenação da ONU, União Europeia, Estados Unidos e grupos de defesa dos direitos humanos.

A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que a sentença foi "extremamente dura" e projetou uma "sombra ameaçadora" sobre a China.

Falando em Genebra, Pillay afirmou que o caso representa "mais uma dura restrição ao alcance da liberdade de expressão na China".

Em Bruxelas, a presidência da União Europeia - atualmente ocupada pela Suécia - informou que está "profundamente preocupada pela sentença desproporcional".

Nesta sexta-feira, no julgamento em Pequim, a esposa de Xiaobo, Liu Xia, teve permissão para ver o marido pela primeira vez desde março. Ela afirmou que a Xiaobo vai entrar com recurso. O advogado do dissidente afirmou que ele se declarou inocente das acusações.

Intromissão Do lado de fora da Corte Intermediária Número Um do Povo, Gregory May, autoridade da embaixada americana, pediu que o governo da China libertasse Xiaobo imediatamente.

"Perseguição de indivíduos pela expressão pacífica de opiniões políticas é contraditório com as regras reconhecidas internacionalmente dos direitos humanos", afirmou.

O governo chinês, no entanto, acusou os Estados Unidos e a União Europeia de intromissão.

A porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Jiang Yu, disse a jornalistas nesta semana que as declarações de embaixadas, que pediam a libertação de Xiaobo, consistiam em uma "brutal interferência nos negócios internos da China".

O grupo de defesa dos direitos humanos baseado nos Estados Unidos Human Rights Group e a Anistia Internacional afirmaram que o caso serve de alerta para intelectuais e ativistas da China.

Um grupo de cerca de 50 pessoas protestou contra a sentença em frente ao escritório dos negócios do governo da China em Hong Kong.

Mais de 300 escritores de vários países, incluindo Salman Rushdie, Umberto Eco e Margaret Atwood, pediram a libertação de Xiaobo.

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