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25/12/2009 - 11h12

Pesquisadores fotografam espécies raras na Antártida

Um grupo de pesquisadores de vários países, a bordo de um navio de pesquisas britânico, fotografou espécies raras na plataforma continental Antártida.

Peixes, aranhas aquáticas gigantes, polvos e estrelas-do-mar estão entre as espécies raras reveladas em fotografias divulgadas pelo grupo de pesquisa British Antarctic Survey (BAS).

Como parte do estudo internacional que cobre desde a superfície até o fundo do mar da região, a equipe de pesquisadores de toda a Europa, Estados Unidos, Austrália e África do Sul coletou amostras de criaturas marinhas da região oeste da Antártida, uma das áreas marinhas cujo aquecimento é o mais rápido do mundo.

"Poucas pessoas percebem como a biodiversidade oceânica do sul é rica, até mesmo uma simples pesca com rede já revela uma variedade fascinante de criaturas esquisitas e maravilhosas", disse o líder da expedição de pesquisa David Barnes, da BAS.

"Potencialmente, estes animais são ótimos indicadores de mudanças ambientais, pois muitos vivem nas águas rasas, que estão mudando rapidamente, mas também em águas profundas, que vão se aquecer mais lentamente. Agora podemos ter melhor compreensão de como o ecossistema vai se adaptar para mudar."

O pesquisador acrescentou que o estudo realizado na região da Península Antártida demonstrou que algumas espécies são incrivelmente sensíveis a mudanças na temperatura.

Uma das espécies mais comuns na região, encontrada pelos pesquisadores, foi o pepino-do-mar, que tem um papel muito importante no processamento de sedimentos no fundo do mar e que está ameaçada pela expansão das áreas de pesca.

Outra espécie estudada pelos pesquisadores foi o krill, um pequeno crustáceo que é o principal alimento de pinguins, focas e baleias.

Os pesquisadores descobriram grandes variações nas espécies vivendo em uma área relativamente pequena.

"Mudanças na superfície da Terra afetam diretamente o oceano e os animais marinhos. Por exemplo, a aceleração do derretimento das geleiras, o colapso destas geleiras e o encolhimento do gelo marinho no inverno, tudo parece causar impacto na vida marinha. Queremos entender estes impactos e quais as suas implicações para a cadeia alimentar", afirmou a bióloga do BAS Sophie Fielding.

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