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27/12/2009 - 16h02

Obama ordena revisão de medidas de segurança em voos nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou que seja feita uma revisão das medidas de segurança aérea no país em consequência do incidente no qual um homem nigeriano é acusado de tentar explodir um avião que ia para Detroit no último dia 25.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse em uma entrevista à rede de TV ABC News que Obama determinou que se apure como o suspeito, de 23 anos, conseguiu embarcar em um vôo da Northwest Airlines que havia saído de Amsterdã, apesar de já ser alvo de uma investigação por parte das autoridades de segurança.

"O presidente pediu ao Departamento de Segurança Nacional que responda francamente à questão muito concreta de como alguém com uma substância tão perigosa como PETN (sigla para tetranitrato de pentaeritritol, um poderoso explosivo) pôde embarcar em um avião", disse Gibbs.

O PETN é a mesma substância com a qual o homem do sapato-bomba, Richard Reid, tentou explodir um voo transatlântico em 2001.

O porta-voz afirmou que a revisão incluirá os "mecanismos de detecção aérea" e um sistema de listas de suspeitos usado pelas autoridades americanas para categorizar indivíduos progressivamente segundo o que elas acreditam ser seu potencial de perigo.

Uma primeira lista contém 550 mil nomes de indivíduos que são "observados", uma segunda reduz o número para 18 mil e uma terceira abrange 4 mil pessoas que não têm autorização para embarcar em voos no país. Umar Farouk Abdulmutallab foi colocado na lista de menor risco no ano passado, depois que seu pai, um proeminente banqueiro nigeriano, alertou as autoridades sobre o comportamento do filho. Entretanto, os investigadores não reuniram evidências para justificar sua inclusão entre os indivíduos considerados mais ameaçadores.

"O presidente pediu que seja feita uma revisão para garantir que todas as informações cheguem aonde têm de chegar, às pessoas que tomam as decisões. O presidente quer revisar esses procedimentos e ver se precisam ser atualizados", disse Gibbs, observando que o número de pessoas na lista menos perigosa é "imenso".

Itinerário O itinerário de Abdulmutallab começou no Iêmen, de onde ele viajou para a Etiópia, Gana e, finalmente, à Nigéria. Segundo as autoridades nigerianas, ele não vive no país "há algum tempo".

No dia 24 de dezembro, ele saiu da Nigéria para Amsterdã e depois para Detroit, levando o explosivo costurado na roupa. Pouco antes do pouso nos Estados Unidos, no dia seguinte, ele supostamente tentou detonar o artefato sob um cobertor, mas foi contido por passageiros e a tripulação.

Internado em um hospital em Michigan por conta de queimaduras sofridas durante a confusão, Abdulmutallab foi indiciado no sábado, 26, por tentar explodir o avião quando a aeronave se preparava para pousar.

Falando à ABC News, a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, disse que não existem indícios relacionando Abdulmutallab a qualquer plano terrorista "mais amplo".

"Até o momento não temos indicação de que seja parte de algo mais amplo. Mas claro que a investigação continua e instituímos mais procedimentos de segurança nos aeroportos." Após o incidente, a segurança foi reforçada em aeroportos do mundo inteiro, especialmente nos Estados Unidos e entre as empresas aéreas americanas. Os procedimentos de busca estão mais detalhados e, em alguns casos, companhias áereas proibiram passageiros de usar cobertores e travesseiros durante a última hora de voo.

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