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27/12/2009 - 08h13

Pai alertou EUA sobre extremismo de nigeriano que tentou explodir avião

O pai do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, indiciado por tentar explodir um avião transatlântico na sexta-feira, havia alertado as autoridades dos Estados Unidos sobre as posições extremistas do filho, segundo fontes de inteligência americanas.

As autoridades americanas confirmaram que uma investigação sobre Abdulmutallab foi aberta após o aviso de seu pai, um importante banqueiro nigeriano, mas disseram que as informações não eram suficientes para colocá-lo na lista de pessoas proibidas de voar aos Estados Unidos.

Abdulmutallab foi formalmente indiciado no sábado por um juiz federal em um hospital de Michigan, onde está sendo tratado por queimaduras, após ter tentado supostamente detonar explosivos dentro do avião da Northwest Airlines que havia saído de Amsterdã, na Holanda, e se preparava para pousar no aeroporto de Detroit, nos Estados Unidos.

A segurança foi reforçada nos aeroportos do mundo todo após o ataque.

Sorriso Segundo os relatos da imprensa americana, o suspeito teria sorrido ao ser levado por agentes de segurança em uma cadeira de rodas e vestido com um robe verde do hospital para a sala onde o juiz o aguardava.

Acredita-se que os explosivos haviam sido moldados sobre seu corpo e teriam sido costurados em suas roupas de baixo.

Ao tentar detoná-los, ele foi contido por passageiros e tripulantes do vôo 253 da Northwest, minutos antes do horário previsto para o pouso no aeroporto de Detroit.

Ele foi indiciado por levar material explosivo dentro do Airbus A330, que levava 289 passageiros e tripulantes, e por tentar destruir o avião.

Preocupações O pai de Abdulmutallab, Alhaji Umaru Mutallab, é um proeminente banqueiro bem relacionado no mundo político da Nigéria, segundo a correspondente da BBC em Lagos Caroline Duffield.

Nos últimos meses, Mutallab teria começado a ficar alarmado com as posições políticas do filho, que estudou engenharia na University College de Londres.

Muttallab procurou a embaixada americana na capital da Nigéria, Abuja, em novembro, para manifestar suas preocupações com o filho, de acordo com autoridades americanas.

Autoridades em Washington, que pediram anonimato, disseram que o nome de Abdulmutallab havia sido incluído em uma lista de mais de meio milhão de pessoas conhecida como Ambiente Datamart de Identidades Terroristas (Tide, na sigla em inglês).

Mas aparentemente não haveria informações suficientes para incluir seu nome em uma lista mais restrita que o impediria de voar.

Membros da família de Abdulmutallab estão viajando neste domingo para Abuja para se reunir com membros da polícia e autoridades governamentais.

Explosivo Análises preliminares feitas pelo FBI, a polícia federal americana, indicaram que o material encontrado com Abdulmutallab tinha o poderoso explosivo PETN, tetranitrato de pentaeritritol.

O PETN também foi encontrado no dispositivo usado no sapato pelo britânico Richard Reid, que está preso desde dezembro de 2001 após tentar explodir um avião que fazia a rota Paris-Miami.

Abdulmutallab teria tentado detonar o dispositivo usando uma seringa, mas não teve sucesso.

Ele teria afirmado aos investigadores que tem vínculos com a rede Al Qaeda e que teria recebido os explosivos no Iêmen para promover o ataque, após um mês de treinamento.

Segundo os documentos do processo, Abdulmutallab foi ao banheiro do avião por 20 minutos antes do incidente.

Após voltar ao seu assento, ele disse que estava com problemas estomacais e se cobriu com um cobertor.

"Os passageiros então ouviram ruídos de estouros parecidos com os de fogos de artifício, sentiram um odor e alguns observaram que as calças, a perna e a lateral do avião estavam pegando fogo", afirma um comunicado divulgado pelo Departamento de Justiça.

Herói O turista holandês Jasper Schuringa, que teria sido o primeiro a conter o suspeito, está sendo louvado como herói por fãs na internet.

O holandês de 32 anos disse ter ouvido um estrondo e ter sentido cheiro de fumaça e que percebeu imediatamente que se tratava de um ataque terrorista.

Schuringa disse que o suspeito não ficou agressivo após não ter conseguido detonar o dispositivo.

"Ele era uma pessoa normal, mas estava muito assustado, tinha uma aparência amedrontada, e não estava resistindo nem nada", relatou ele à BBC.

"Eu também falei depois com uma pessoa da Holanda que estava sentada ao lado dele e que disse que ele pareceu um homem bom e educado. Então seria alguém que você não esperaria que fosse cometer um crime como esse", afirmou.

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