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28/12/2009 - 12h02

Israel anuncia 700 novas construções em Jerusalém Oriental

Israel anunciou nesta segunda-feira planos para a construção de mais de 700 residências na parte árabe do leste de Jerusalém, apesar dos pedidos palestinos e da comunidade internacional para o congelamento de novas construções na região.

No mês passado, o governo israelense já havia anunciado um projeto para a construção de 900 casas em Gilo, ao sul de Jerusalém.

Israel ocupou Jerusalém Oriental em 1967 e posteriormente anexou-a ao seu território, numa ação não reconhecida internacionalmente.

Os palestinos, que desejam instalar a capital de seu futuro Estado em Jerusalém Oriental, criticaram o anúncio.

Um porta-voz da Autoridade Nacional Palestina disse que ele mostra que Israel "não está pronto para a paz".

Licitação
Segundo o anúncio feito nesta segunda-feira pelo Ministério da Habitação, o governo de Israel abriu uma licitação para a construção de 198 unidades habitacionais em Pisgat Zeev, 377 em Neve Yaakov e 117 em Har Homa, todos assentamentos construídos em territórios capturados na guerra árabe-israelense de 1967.

A licitação é parte de um grande projeto para a construção de 6.500 unidades habitacionais em todo o país.

Segundo o ministro da Habitação, as novas construções tornarão os imóveis mais baratos e mais acessíveis para as famílias jovens.

No mês passado, sob forte pressão dos Estados Unidos, Israel anunciou uma suspensão de dez meses nas novas construções em assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Mas o governo direitista do primeiro-ministro Biniyamin Netanyahu já deixou claro que não considera as áreas judaicas de Jerusalém Oriental como assentamentos e alega que as restrições não se aplicam a elas.

Os palestinos se recusam a retomar as negociações de paz sem uma completa interrupção das novas construções nos territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental.

"Situação perigosa"
Em novembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu que os planos de Israel para construir 900 novas residências em Gilo criariam uma "situação perigosa".

Obama disse à TV Fox News que novas construções nos assentamentos tornariam mais difícil para Israel conseguir a paz na região e "enervariam os palestinos".

"O governo de Israel prova todos os dias que não está pronto para a paz", afirmou Nabil Abu Rdainah, porta-voz da Presidência da Autoridade Nacional Palestina.

Israel afirma que Jerusalém Oriental é parte da "eterna e indivisível" capital de Israel.

Cerca de 500 mil judeus israelenses vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em assentamentos considerados ilegais pelas leis internacionais.

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