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30/12/2009 - 12h30

EUA 'sabiam de ameaça de nigeriano no Iêmen'

Os Estados Unidos sabiam há semanas que um nigeriano estava sendo preparado no Iêmen para realizar um atentado contra civis, segundo informações da imprensa americana nesta quarta-feira.

O jornal The New York Times e a rede de televisão ABC News, que deram a notícia, não divulgaram quem foi a fonte da informação.

O nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, é acusado de ter tentado explodir um avião que fazia o trajeto entre Amsterdã e a cidade americana de Detroit, na última sexta-feira.

Abdulmutallab, que está detido em uma prisão do Estado americano de Michigan, havia iniciado a viagem em Lagos, na Nigéria.

Acredita-se que as informações sobre um nigeriano no Iêmen que poderia representar uma ameaça tenham vindo do próprio governo iemenita ou de serviços de inteligência americanos, que podem ter interceptado e-mails ou telefonemas.

Abdulmutallab viveu no Iêmen de agosto ao começo de dezembro, de acordo com o Ministério do Exterior iemenita. Ele tinha um visto para estudar árabe em um instituto da capital do país, Sanaa.

Aeroportos
Em uma coletiva, a ministra do Interior da Holanda, Guusje Ter Horst, disse que, dentro de três semanas, serão introduzidos no aeroporto de Amsterdã aparelhos que fazem a "leitura" do corpo inteiro dos passageiros com o uso de microondas, para aqueles que embarcam rumo aos Estados Unidos.

Em entrevista à BBC nesta quarta-feira, a ministra da Informação da Nigéria, Dora Akunyili, se defendeu de críticas ao esquema de segurança no aeroporto de Lagos.

"Não somos desorganizados, e nossos aeroportos são muito seguros", afirmou.

Segundo ela, imagens de circuito interno de TV mostram Abdulmutallab passando pela checagem antes de embarcar no avião rumo a Amsterdã.

Obama
Um porta-voz da CIA (agência de inteligência americana), George Little, disse que o órgão sabia de Abdulmutallab desde novembro, quando seu país, que havia perdido o contato com ele, visitou a embaixada americana na Nigéria em busca de ajuda para localizá-lo.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que "falhas sistêmicas" teriam contribuído para o atentado.

O presidente disse que quer saber como o alerta do pai de Abdulmutallab não levou à inclusão do nome do nigeriano na lista de pessoas proibidas de entrar nos Estados Unidos.

"Houve uma combinação de falhas humanas e sistêmicas que contribuíram para essa potencial catastrófica brecha na segurança", disse o presidente.

"Precisamos aprender com esse episódio e agir rapidamente para consertar as falhas no sistema", afirmou.

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