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01/01/2010 - 07h00

Explosão perto de igreja mata 21 no Egito

Depois da explosão, cristãos e muçulmanos entraram em confronto
Uma explosão do lado de fora de uma igreja cristã, na cidade de Alexandria, norte do Egito, deixou 21 mortos e mais de 40 feridos.

Inicialmente as autoridades egípcias afirmaram que a explosão tinha sido causada por um carro-bomba, mas agora acredita-se que um suicida foi o responsável pelo ataque.

"É provavel que o dispositivo que explodiu tenha sido levado por um suicida, que morreu junto com as vítimas", informou o Ministério do Interior do Egito em um comunicado.

Entre os 43 feridos também estão oito muçulmanos que estavam em uma mesquita que fica em frente à igreja, de acordo com o Ministério da Saúde.

A explosão ocorreu no momento em que os fiéis deixavam a igreja de al-Qidissen, depois da missa de Ano Novo, pouco depois da meia-noite.

De acordo com o correspondente da BBC no Cairo Khaled Ezzelarab, o padre da igreja afirmou que o número de mortos poderia ter sido muito maior, se a explosão tivesse ocorrido minutos depois, quando mais pessoas já tivessem saído da igreja depois da missa.

Depois do ataque centenas de cristãos organizaram um protesto, atacando a mesquita próxima, incendiando carros e entrando em confronto com a polícia e muçulmanos.

Um grande contingente da polícia foi enviado ao local e usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. A situação estaria sob controle, mas o repórter da BBC no local Assad Sawey afirma que o clima ainda é tenso.

Ainda não se sabe quem são os responsáveis pelo ataque.

Minoria
Cerca de 10% da população do Egito é formada pela minoria cristã copta, sendo que a maior parte da população do país é muçulmana.

Nos últimos meses esta minoria afirmou que foi vítima de discriminação. Alguns muçulmanos acusam as igrejas de não liberar os convertidos ao islamismo, mantendo-os nas igrejas contra sua vontade, de acordo com o correspondente da BBC.

A Al-Qaeda no Iraque também faz campanha contra os cristãos, depois da suposta conversão para ao islamismo de duas mulheres cristãs egípcias, que querem se divorciar de seus maridos. O grupo afirma que estas mulheres estão sendo mantidas na Igreja Copta contra a vontade delas.

Alexandria, a segunda maior cidade do Egito com cerca de 4 milhões de habitantes, já foi palco de violência sectária.

Em 2006 ocorreram dias de confrontos entre coptas e muçulmanos, depois que um cristão foi morto a facadas durante um ataque contra três das igrejas da cidade.

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