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03/01/2010 - 21h26

Número de mortos por deslizamentos em Angra chega a 46

O número de mortos por causa de deslizamentos de terra no município de Angra dos Reis (RJ) na madrugada da sexta-feira chegou a 46 segundo informações da Defesa Civil na noite de domingo.

Os desabamentos atingiram uma favela no centro de Angra, que agora já registra 17 mortes, e também uma praia da Ilha Grande (parte do município de Angra), com 29 mortes, onde ficavam uma pousada e várias casas.

Neste domingo, em entrevista coletiva, o prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão, informou que pediu o desligamento das usinas de energia nuclear Angra 1 e 2, pois a rodovia Rio-Santos, próxima ao local dos deslizamentos, está parcialmente interditada devido a fissuras e rachaduras, e isto poderia prejudicar a retirada dos moradores da cidade caso ocorra um acidente na usina.

De acordo com o prefeito não há nenhum problema operacional ou de vazamento na usina, ele pediu o desligamento apenas "por precaução". "Chega de correr riscos. Temos que evitar problemas futuros", disse.

A companhia estatal que gerencia as usinas Angra 1 e 2 informou que as duas estão funcionando normalmente apesar das inundações.

A Prefeitura de Angra dos Reis também decretou estado de calamidade pública e luto oficial por três dias.

Em todo o Estado do Rio de Janeiro, o número de mortos pelos desabamentos provocados pelas chuvas dos últimos dias já chega a 68.

Tempo indeterminado A Defesa Civil, Marinha, Polícia Militar e Instituto Estadual do Ambiente estão envolvidos na buscas, que devem continuar por tempo indeterminado para tentar localizar outros desaparecidos. Além disso, oito cães farejadores e quatro retroescavadeiras também participam das operações.

O número de mortos nos deslizamentos ocorridos na madrugada de sexta-feira ultrapassou o número registrado em 2002, quando pelo menos 35 pessoas morreram depois de um temporal de mais de dez horas atingir Angra dos Reis.

O prefeito Tuca Jordão ainda afirmou que entre 15 e 20 pontos do município ainda são considerados áreas de risco, que ainda podem sofrer mais deslizamentos, e pediu que os moradores destas áreas abandonem o local.

O prefeito de Angra dos Reis também afirmou que pediu auxílio do programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida, para os desabrigados e outros moradores de áreas de risco da cidade.

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