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04/01/2010 - 09h59

China sofre com temperaturas mais baixas e piores nevascas em décadas

As piores nevascas em quase seis décadas no fim de semana no norte da China afetaram os sistemas de transportes, deixaram milhares de pessoas ilhadas e causaram um transtorno sem precedentes no país.

Quase 30 centímetros de neve caíram sobre a capital, Pequim, e a metrópole vizinha, Tianjin, mobilizando 300 mil pessoas para a tarefa de desobstruir as ruas.

As escolas suspenderam as aulas, algumas rodovias estão interditadas e dezenas de voos foram cancelados por causa do mau tempo.

A previsão para esta segunda e terça-feira é de que as temperaturas cheguem à marca recorde de 16 graus negativos na capital, a mais baixa dos últimos cinquenta anos.

Mais de 3.500 instituições de ensino em Pequim e Tianjin estão interditadas, afetando a rotina de 2,2 milhões de estudantes, informou o jornal estatal China Daily.

Cerca de 30 rodovias ao redor da capital foram fechadas ou estão temporariamente interditadas por causa da neve.

Aeroportos
O frio que se abate sobre todo o norte da China prejudicou a vida de milhares de viajantes.

Os aeroportos de Pequim, Tianjin, Honhot e Dalian foram fechados ou operam com a capacidade mínima.

No domingo, na capital, apenas uma das três pistas do maior aeroporto do mundo estava funcionando, o que resultou em atraso e cancelamento de mais de 90% dos voos.

As estradas estão tomadas pela neve e diversos trechos estão intransitáveis.

Os carros que se aventuram nas rodovias do norte não trafegam a mais de 40 quilômetros por hora, segundo informou a agência Xinhua.

Os ônibus de longa distância tiveram de suspender a maioria das rotas e apenas o sistema de trens ainda opera normalmente.

Previsão
A onda de frio deverá durar pelo menos três dias, estima o chefe do departamento de metrologia de Pequim, Guo Hu.

"Com a capital coberta de neve as temperaturas em Pequim devem chegar ao mais baixo nível registrado no último meio século, com 16 graus negativos", disse Guo ao China Daily.

Em regiões ainda mais ao norte que Pequim, como na província de Heilongjiang, na Manchúria, a temperatura deverá chegar a 36 graus negativos.

A central do sistema de meteorologia nacional e escritórios regionais de 23 províncias estão sob "alerta laranja", o segundo mais alto, em que qualquer frente fria e potencial nevasca é reportada com urgência
O governo alertou a população também para o risco de haver cortes no abastecimento de gás e energia elétrica por conta do mau tempo.

Alem disso, estima-se que o frio prolongado causará aumento nos preços dos alimentos e produtos de necessidade básica nas grandes cidades.

O governo quer evitar distúrbios como os ocorridos há dois anos, quando um inverno inesperadamente rigoroso se abateu sobre o sul da China deixando milhares de trabalhadores ilhados e causando escassez de comida na província de Guangdong às vésperas do Ano Novo Chinês.

O episódio causou protestos e grande insatisfação popular.

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